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Assembleia Geral

‘Posição do Brasil na ONU não é isolada’, diz Itamaraty

Em seu discurso, Dilma criticou os bombardeios no Iraque e disse que 'o uso da força é incapaz de eliminar as profundas causas dos conflitos internacionais'

‘Posição do Brasil na ONU não é isolada’, diz Itamaraty
Essa sempre foi a nossa posição, e ela não se contrapõe à da comunidade internacional, disse Figueiredo. (Reprodução/Internet)

Na tarde desta quinta-feira, 26, o ministro das relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou que a postura da presidente Dilma Rousseff em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, não é uma posição isolada do Brasil.

Leia Mais: Postura de Dilma na ONU enfraquece pretensões do país

A presidente Dilma se opôs à intervenção liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico, na Síria. “A visão do Brasil é que o uso da força ou é em legítima defesa ou autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU. Isso está na Carta da ONU, não é uma coisa que estamos isolados pensando dessa maneira. Essa é a carta da ONU, isso é o que os países pensam. Essa sempre foi a nossa posição, e ela não se contrapõe à da comunidade internacional. Ao contrário: toda a comunidade internacional pensa dessa forma” afirmou Figueiredo em entrevista coletiva concedida na Missão Brasileira na ONU.

Em seu discurso, Dilma ressaltou que “o uso da força é incapaz de eliminar as profundas causas dos conflitos internacionais”.

“Tem que haver um diálogo político para resolver isso, e a força militar apenas não resolve. O diálogo tem ajudado, por exemplo, na destruição dos arsenais químicos da Síria, que já está em sua fase final. Pra isso, o diálogo internacional foi fundamental. Se não tivesse havido esse entendimento, possivelmente as armas químicas estariam lá e estariam sendo usadas, infelizmente. Quando se fala em diálogo, é resolver o problema com diálogo político na comunidade internacional e não usar a força como uma solução inicial” argumentou o ministro.

Na tarde dessa sexta-feira, Figueiredo tem uma reunião bilateral com o secretário de Estado americano, John Kerry.

Fontes:
O Globo-‘Posição do Brasil não é isolada’, diz Itamaraty

2 Opiniões

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Braziliano,
    Sabe que a ideia não é ruim? Se o Estado Islâmico não for vencido pela coalizão militar que se forma, então seria bem interessante mandar Dilma Rousseff ir ‘dialogar’ com eles, falando em seu habitual “dilmês”, pela paz mundial!! Seria mais fácil entender os terroristas falando em árabe sem dublagem!
    É, a gente faz galhofa com coisa séria porque Dilma Rousseff e ‘PTralhada’ já transformaram há muito a política externa brasileira em piada! E de mau gosto!! Se vivo fosse, o Barão do Rio Branco sentiria uma imensa vergonha!…

  2. Brazilino Esperanza disse:

    Quem sabe não podemos testar a tese. Quando Dona Dilma terminar seu(s) mandato(s) o governo, ou quem sabe a própria ONU, pode nomeá-la Ministra Plenipotenciária em Mosul para negociar com o Califado moderação e bom senso em nome da humanidade. Que tal?

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