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Brasil tem 1,8 milhão de menores no mercado de trabalho

Dados foram divulgados nesta quarta-feira, 29, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE

Brasil tem 1,8 milhão de menores no mercado de trabalho
Entre as crianças empregadas, 81,4% frequentavam a escola em 2016 (Foto: Flickr/Fernando Araújo)

Aproximadamente 1,8 milhão de crianças e adolescentes trabalhavam no Brasil em 2016, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao todo, são 40,1 milhão de jovens entre 5 e 17 anos no país. Entre as crianças brasileiras com idade de 5 a 9 anos, 0,2%, ou cerca de 30 mil, crianças encontravam-se trabalhando em 2016. Enquanto isso, 160 mil crianças (1,3%) entre 10 e 13 anos também estavam na mesma situação. Já entre os jovens de 14 e 15 anos, o número era de 430 mil (6,4%), e 1,2 milhão (17%) quando eram adolescentes entre 16 e 17 anos. Do total de crianças e adolescentes que estavam no mercado de trabalho em 2016, 34,7% eram do sexo feminino, e 65,3% eram do sexo masculino.

Já em questão de raças, as crianças negras e pardas eram a grande maioria com empregos, representando 64,1%. Quando divididas por raça e idade, as crianças ocupadas de cinco a 13 anos, negras ou pardas, representavam 71,8%. Enquanto isso, entre 14 e 17 anos, o percentual foi de 63,2%.

Entre as crianças empregadas, 81,4% frequentavam a escola em 2016. O percentual era ainda mais alto na faixa de 5 a 13 anos, com 98,4%. O percentual entre os jovens entre 14 e 17 anos foi menor, com apenas 79,5% dos adolescentes frequentando o colégio. Em termos de escolaridade pública ou privada, 94,8% das crianças entre 5 e 17 anos analisadas pela pesquisa estudavam na rede pública, enquanto 5,2% iam para escolar particulares.

Em questão de remuneração, 26% das crianças entre 5 e 13 anos recebiam algum tipo de benefício. Na faixa entre 14 e 17 anos, 78,2% dos jovens tinham salários. No grupo de 14 a 17 anos, 66% dos adolescentes eram empregados, enquanto 73% das crianças de 5 a 13 anos auxiliavam familiares.

Cerca de 89,5% dos empregados entre 14 e 15 anos não tinham carteira de trabalho assinada. No grupo entre 16 e 17 anos, esse percentual diminuía, com 70,8% não tendo registro na carteira.

Para o grupo de crianças entre 5 e 13 anos, a agricultura era a principal atividade, representando o trabalho de 47,6% da faixa etária. Já para os jovens entre 14 e 17 anos, o principal emprego era o comércio, com 27,2% exercendo a atividade.

Em média, o salário mensal para as crianças e jovens entre 5 e 17 anos era de R$ 514. Já o número de horas semanais trabalhadas foi de cerca de oito horas para crianças entre 5 e 9 anos, e de 28,4 horas para os adolescentes de 16 e 17 anos.

As região norte e nordeste do Brasil reuniram as maiores partes do trabalho infantil para crianças entre 5 e 13 anos de idade, com 47 mil estando ocupadas em algum tipo de atividade no norte, e 79 mil no nordeste. Já entre os adolescentes entre 14 e 17 anos, a região sul concentrou a maior parte dos trabalhadores, com nível de ocupação chegando a 16,6%.

Fontes:
DW - Brasil tem 30 mil crianças de 5 a 9 anos no mercado de trabalho

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1 Opinião

  1. laercio disse:

    O Brasil está em uma velocidade maior do que aquela a qual o povo está; não apenas nas faixas etárias citadas na matéria mas em âmbito geral, isto é algo perigoso porque absorvemos produtos e serviços do exterior e criamos desocupação para aqueles brasileiros que não tiveram oportunidades. Devemos absorver os produtos e serviços estrangeiros? óbvio que sim! entretanto se faz necessário a criação de algo proporcional para fazer com que haja a inserção de brasileiros, de forma gradativa para com estudos no sentido de desenvolvimento de nossos produtos e serviços. Deixar uma fatia da população sem perspectiva aumenta a desordem que acarretará em problemas diversos para a nação brasileira.

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