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COLUNA ESPLANADA

A aterrissagem do comandante Saito

O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, tem 'taxiado' muito por eventos públicos outrora não frequentados. Graduados oficiais entendem o gesto como um início de despedida do cargo

A aterrissagem do comandante Saito
Num almoço com oficiais da reserva e ativa, Saito agradeceu pelo período em que está à frente da Força (Reprodução/Internet)

Discreto, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, tem ‘taxiado’ muito por eventos públicos outrora não frequentados e na última quarta-feira deixou os militares da Aeronáutica curiosos. Num almoço com oficiais da reserva e ativa, tomou a palavra e agradeceu pelo empenho de todos por esse período em que está à frente da Força. Ao contrário de outras aparições, o comandante Saito se deixou até ficar mais à vontade, bebendo de camisa semiaberta – de uniforme, evidente. Graduados oficiais entendem o gesto como um início de despedida do cargo.

Cenários no ar

Pelo menos dois oficiais veteranos – um com viés de direita (Aécio) e outro de esquerda (Dilma) podem sucedê-lo na Aeronáutica. O cargo por praxe é do oficial mais antigo.

Memória

Juniti está no cargo desde a crise com os controladores de voo no governo Lula. Foi ele quem deu voz de prisão a subordinados, tão logo assumiu, e controlou a situação.

Treme sim

Certa vez a então ministra Dilma perguntou ao comandante Saito se um avião-caça treme muito quando voa. E ele, atencioso e sério: ‘Só se a senhora quiser’.

Toga Quente

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) é um poço de mágoas até aqui com o advogado Geral da União Luís Adams. Os magistrados estão irritados com as ações da AGU para derrubar resolução do ministro do STF Luiz Fux que concedeu auxílio-moradia aos juízes do País. Adams impetrará ADI no Supremo.

Leandro Mazzini é escritor e colunista do Opinião e Notícia

Aviso prévio

Entre gabinetes, alguns altos togados chegaram a lembrar que Sérgio Moro, um juiz federal como eles, é quem toca o processo de delação contra maracutaias de aliados do governo que Adams defende.

Caso Odilon

Em 2005, veio à tona o caso do juiz federal Odilon de Oliveira que, ameaçado de morte pelo narcotráfico, dormia no fórum de Ponta Porã (MS), fronteira com o Paraguai. Há noites que Odilon ainda faz isso, com ou sem escolta.

Bola cantada

A Coluna antecipou dia 2 de Outubro que o PT atacaria Aécio sobre emprego arrumado muitos anos atrás. Os dossiês de cada lado começam a surgir e serão a granel até dia 26.

Pós-prospecção

Preocupado com as denúncias de ligação com Paulo Costa (ex-Petrobras), o senador Lindbergh (PT) procurou um consultor de imagem para avaliar o tamanho do estrago.

Alerta latino

Os países latinos, em especial Venezuela e Bolívia, acompanham atentos o cenário eleitoral do Brasil. Como estão muito alinhados ao PT, incumbiram suas embaixadas de enviarem relatórios semanais sobre a disputa Dilma x Aécio.

Fronteira$

Aliás, Aécio prometeu reforçar a vigilância nas fronteiras para evitar entrada de drogas. Dilma garante que isso já existe. O ex-ministro da Justiça na Bolívia no governo Tuto Quiroga revelou para a Coluna que 80% da cocaína vendida no Brasil vêm de seu país.

Aécio quer Joaquim

Aécio Neves pretende anunciar até dia 26 mais dois ou três nomes que deseja ter em seu eventual governo, caso eleito presidente. Um deles é o ex-presidente Fernando Henrique, como um porta-voz internacional (não no Itamaraty). Outro é Joaquim Barbosa no Ministério da Justiça. Marina, claro, é pule de dez para o Meio Ambiente.

Frevo eleitoral

Veja como a eleição passa esse ano por Pernambuco. Uma briga rachou a poderosa família Queiroz. No 1º turno pai e filho votaram fechados com o governador eleito Paulo Câmara (PSB). Agora, o deputado federal eleito Wolney garante votar em Dilma, e o prefeito de Caruaru, Zé Queiroz, vai de Aécio.

Resumo do frevo

Se a briga for pra valer, um dos dois fica na oposição. Se for de mentirinha, a família continua no poder.

Previsões

O PT acredita na vitória da presidente Dilma. Grãos petistas apostam que, num ritmo mais denso dela, Dilma pode ganhar com 2 milhões de votos. Apertado, mas ganha.

Ponto Final

Faltam 12 dias para a eleição – ou para o circo desmontar a lona.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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