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SÃO PAULO

Edifício Copan, uma história de sucesso

A trajetória atribulada de uma das obras-primas modernistas de Niemeyer do início de 1950

Edifício Copan, uma história de sucesso
As linhas curvas do edifício lembram o til em cima da letra “a” de São Paulo, a maior cidade do Brasil (Foto: Wikipedia)

Apesar da estrutura maciça, o Edifício Copan que compartilha a expansão de concreto da cidade que o rodeia, tem o toque sensual de seu arquiteto, Oscar Niemeyer. Suas linhas curvas lembram o til em cima da letra “a” de São Paulo, a maior cidade do Brasil.

Com 5 mil moradores nos 32 andares de apartamentos construídos em cima de 72 lojas e restaurantes, o prédio tem seu próprio código postal. Em 50 anos, o destino do Edifício Copan às vezes imitou ou divergiu dos rumos de São Paulo. Hoje, o prédio está em melhores condições do que a cidade que o abriga.

Os 11 milhões de habitantes de São Paulo, responsável por 10% do PIB do Brasil, estão sofrendo com o segundo ano de recessão do país, embora nem tanto como em outros lugares. Copan, no entanto, está prosperando.

Quando Affonso de Oliveira assumiu o cargo de síndico do Copan em 1993, depois de ter se formado em engenharia química e de ter trabalhado durante 30 anos como um burocrata, o prédio estava em decadência física e financeira. Um em quatro apartamentos estava vazio e mais de 12 funcionavam como prostíbulos. Affonso de Oliveira, ou Senhor Affonso, como é conhecido, expulsou as prostitutas, regularizou as finanças do prédio e começou a multar os infratores. “Agora o funcionamento do prédio está mil vezes melhor”, disse Antônio Alberto que trabalha no Café Floresta, uma loja que serve café expresso, bolos caseiros e vende café em grãos, instalada no Edifício Copan desde 1972.

O Edifício Copan e sua vizinhança agora ocupam uma área chique da cidade. Só 14 apartamentos estão vazios e não ficarão “desocupados por muito tempo”, prometeu Affonso de Oliveira. O prédio ajudou a revitalizar o centro de São Paulo e se beneficiou, por sua vez, com a construção de novos imóveis, lojas e opções de lazer. O Bar da Dona Onça, que ocupa um dos espaços comerciais do Copan desde 2008, foi seu primeiro restaurante a conquistar paulistanos e turistas com suas ótimas receitas. Pivô, uma galeria de  arte contemporânea,  mudou para o prédio há quatro anos. E os ciclistas substituíram as prostitutas nas ruas vizinhas.

Fontes:
The Economist-Biography of a building

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