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DIREITOS HUMANOS

A cada cinco dias, um ativista é assassinado no Brasil

Relatório aponta que um total de 66 defensores de direitos humanos foram assassinados no país no ano passado

A cada cinco dias, um ativista é assassinado no Brasil
Comitê acredita que os números sejam maiores por conta de uma 'significativa sub-notificação' de dados (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Um dossiê divulgado nesta terça-feira, 4, pelo Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores dos Direitos Humanos revelou que um ativista foi morto no país a cada cinco dias no ano passado e no primeiro semestre deste ano.

Intitulado “Vidas em luta: criminalização e violência contra defensoras e defensores de direitos humanos no Brasil”, o relatório mostra que um total de 66 defensores de direitos humanos foram assassinados no país em 2016 e outros 37 já foram mortos neste ano.

O comitê acredita, no entanto, que os números sejam maiores por conta de uma “significativa sub-notificação” de dados. Não há base de dados anteriores.

Um total de 24 entidades e movimentos sociais compõem o comitê. Os defensores de direitos humanos são classificados, de acordo com a definição da ONU, como “pessoas físicas que atuavam na defesa do direito à terra e contra as investidas de madeireiros, grileiros, latifundiários e grandes empresas”.

O maior número de assassinatos de defensores de direitos humanos no ano passado foi registrado na região Norte, com 32 casos, sendo 19 no estado de Rondônia.

“Em todo o estado de Rondônia são recorrentes as denúncias que apontam uma articulação de grandes proprietários de terras, agentes públicos da Polícia Militar e grupos de pistoleiros que resulta em ataques e ameaças a defensoras e e defensores de direitos humanos, assim como em um forte processo de criminalização, difamação e deslegitimação dos movimentos sociais”, indica o relatório.

Em seguida aparece a região Nordeste, com 24 mortes registradas no ano passado, sendo 15 no Maranhão. No Centro-Oeste foram quatro mortes, no Sudeste foram três mortes e no Sul outras três mortes.

Embora não apresente dados comparativos, o comitê ressalta que os números são “alarmantes” e a que a violência teria sido agravada pela crise política.

Fontes:
Uol - Dossiê: Brasil tem um defensor de direitos humanos assassinado a cada 5 dias

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