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Coluna Esplanada

A guerra secreta pelo comando da CBF

Com tantos cartolas e caciques envolvidos em política e futebol, não é surpresa que a batalha pelo comando da CBF seja disputada na CCJ da Câmara

A guerra secreta pelo comando da CBF
Sede da CBF, na Barra da Tijuca (Fonte: Reprodução/ Fernando Frazão/Agência Brasil)

Com tantos cartolas e caciques envolvidos em política e futebol, não é surpresa que a batalha pelo comando da Confederação Brasileira de Futebol seja disputada — veladamente — na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Com a informação de corredores de que o presidente Marco Polo Del Nero corre risco judicial ou pode se licenciar, dois vices-presidentes da CBF querem o cargo, se vago. Um é o deputado federal Marcus Vicente (PP-ES), e outro é o ex-presidente da Federação Catarinense Delfim Peixoto — representado pelo deputado Espiridião Amim (PP-SC) na ‘partida’.

Avalizado

Vicente consultou a CCJ sobre a possibilidade de assumir a CBF mesmo em mandato parlamentar. Teve aval técnico do relator, o deputado Rubens Pereira (PCdoB-MA).

Escalado

Pereira autorizou intenção de Vicente desde que a CBF não tenha contrato com poderes públicos. Está no Artigo 54 da Constituição, sobre vedações do cargo parlamentar.

E os contratos?

Foi a deixa para Esperidião pedir vista. O deputado quer saber se a CBF tem contrato com dinheiro público. Se tiver, o caminho fica livre para o seu aliado Delfim Peixoto.

Súmula da partida

O FBI prendeu dirigentes da FIFA — entre eles o primeiro-vice de Del Nero, José Marin, e o presidente da CBF está na mira. No regimento da CBF, se Del Nero se licenciar, tem a prerrogativa de indicar o vice — que é o seu amigo deputado Vicente. Se for demitido do cargo ou preso (e expulso), assume o mais velho — neste caso, Delfim Peixoto.

Bye, bye Miami

Um detalhe. Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e outro na mira das investigações, que vivia em Miami, correu para o Brasil e não sai mais do Rio de Janeiro. Apenas uma coincidência, os Estados Unidos não têm tratado de extradição com o Brasil.

Turbulências

As empreiteiras dos primeiros aeroportos concedidos — entre elas UTC (delator Ricardo Pessoa), Engevix (argentinos da Inframérica) e OAS –, procuram veladamente compradores para suas participações, embora estejam honrando compromissos.

Piada pronta

De um gaiato, sobre imagem da presidente Dilma, inerte, vendo ciclista ferido após suas pedaladas matinais: ‘É o retrato do Brasil: ela assiste a tragédia e não faz nada’.

Agora, vai!

Uma proposta declara a cidade de Tupã, no estado de São Paulo, Capital Nacional da Fotografia. É do deputado Evandro Gussi (PV-SP).

Irmãos enrolados

A CPI da Petrobras vai para cima dos irmãos baianos Demerval e Arnaldo Gusmão, citados no depoimento do delator Ricardo Pessoa (UTC). Demerval foi quem pagou, segundo Pessoa, o jato que Lula usou para viagens de ‘prospecção’ para a Odebrecht.

Lupa no talão

Os deputados estão curiosos também para conferir os contratos de Arnaldo Gusmão, pela parceria da Axxo com a Constram, de Pessoa, em obras do consórcio Transoceânico. O deputado Altineu Côrtes (PMDB-RJ) pediu a convocação da dupla.

Deputado Feirinha

Luiz Carlos Ramos (PSDC-RJ) ganhou apelido de Feirinha. Apresentou projeto (2955) que autoriza comércio ambulante em todo o território nacional no período noturno. De boa intenção, mas os prefeitos que se virem para regulamentar camelôs e espaços.

Vai bem

Com todos os problemas de caixa que passa, perdendo seus principais aeroportos e diante da pressão do Planalto por cortes, a Infraero deve assinar contrato de R$ 20 milhões com duas agências de publicidade licitadas: Agência 3 e a Link/Bagg.

Pito discreto

Ao citar que PT e PMDB votariam com ela, na reunião de partidos da base há dias, o líder petista Sibá Machado levou um pito leve da presidente: ‘Todos votarão, né Sibá?’.

Cadê a lista!?

Presidente do PRTB, Levy Fidelix, o eterno candidato a presidente do Brasil, circula pela Câmara atrás da lista tucana para pedir impeachment de Dilma.

Ponto Final

‘Golpe é usar o dinheiro do crime’.
Do senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, em resposta à fala da presidente Dilma.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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