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ENCONTRO COM TRUMP

A inusitada viagem de Eduardo Bolsonaro a Washington

Assessor de Trump relata dificuldade do deputado em prosseguir com a conversa em inglês e diz que tentativa em espanhol também não funcionou

A inusitada viagem de Eduardo Bolsonaro a Washington
Segundo o assessor, a conversa se deu em portunhol (Foto: Flickr/The White House)

A viagem fora da agenda de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) a Washington contou com uma cena constrangedora e inusitada.

Um assessor do governo Trump, que também estava presente na reunião com Eduardo Bolsonaro ocorrida em novembro do ano passado, relatou à correspondente da Globo para a Casa Branca, Raquel Krähenbühl, ter encontrado dificuldade em prosseguir com a conversa em inglês com o deputado. Eles ofereceram a Eduardo a alternativa de seguir com a conversa em espanhol. “Também não funcionou, foi em portunhol”, disse a fonte, segundo informou a correspondente em sua conta no Twitter.

Eduardo Bolsonaro foi a Washington na última sexta-feira, 30, junto com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o assessor internacional da Presidência, Filipe Martins, e o assessor especial da Presidência, Arthur Weintraub – irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

A viagem foi costurada dias antes, quando o presidente americano, Donald Trump, telefonou para Jair Bolsonaro para expressar apoio na questão das queimadas na Amazônia.

Eduardo se reuniu com Trump por cerca de 30 minutos. O tema oficial do encontro foi a busca por parcerias em questões ambientais e de segurança. Porém, analistas políticos apontam que a real intenção do encontro era demonstrar que Eduardo está a um telefonema de Trump, para, assim, angariar apoio à ascensão do deputado federal ao posto de embaixador do Brasil nos EUA.

Isso porque o apoio a Eduardo em erodido nos bastidores do Congresso, diante da inexperiência do deputado para o cargo e das críticas de nepotismo – um projeto de lei para impedir brechas que permitam o nepotismo na administração pública chegou a ser apresentado na Câmara em decorrência da indicação de Eduardo, que ainda precisa ter a indicação aprovada em sabatina no Senado.

Porém, o relato do assessor referente à dificuldade em prosseguir com a conversa em inglês, bem como o custo da viagem – que, segundo apurou a Folha de S.Paulo, contou com um jantar em um restaurante onde apenas a reserva da mesa custou R$ 4 mil – podem fazer da tentativa um “tiro no pé”.

Em sua conta no Twitter, Guga Chacra, jornalista e comentarista especializado em política internacional, apontou para o custo viagem de Eduardo e afirmou que a campanha do deputado à embaixada é um “caso inédito na diplomacia do Brasil”.

(Foto: Twitter/Guga Chacra)

Leia também: Indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada repercute mal

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3 Opiniões

  1. Rogerio de Oliveira Faria disse:

    Caraca, o cara não consegue falar uma simples frase para agradar o patrão:
    With my father, Brazil is for sale.

  2. Priscila disse:

    É trágico se não fosse cômico. Além de ser moleque, gasta o dinheiro da população para babar o ovo do trump, além, de estar desesperado pela aprovação. O cara mentiu sobre o próprio currículo, todo mundo sabe que nem concluiu a pós graduação que ele falou….o cara é um farsa! Fora não ter nenhum requisito para ser embaixador, só ser filho do presidente.

  3. Pesali disse:

    A esquerda pira!

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