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Coluna Esplanada

A ‘janela’ e a debandada

Deputados devem aprovar a ‘janela’ para troca de partido -- termo usado para que o político se filie a outra legenda sem risco de perder o mandato

A ‘janela’ e a debandada
Demanda é suprapartidária e urgente (Fonte: Reprodução/Câmara dos Deputados)

Os deputados devem aprovar a ‘janela’ para troca de partido — termo usado para que o político se filie a outra legenda sem risco de perder o mandato, como determina a lei. Com partidos definhando e muita gente insatisfeita onde está, a demanda é suprapartidária e urgente. Os únicos opositores da ideia são o DEM e o PROS. O primeiro, porque pode sumir, e o segundo porque deve perder até nove de seus 11 deputados, na conta de um deles. As eleições municipais do ano que vem e arranjos locais com tratativas para 2018 são fatores que contribuem para a ‘janela’.

Limites

Outro fator que pesa na decisão de a turma aprovar a ‘janela’ é a cláusula de barreira que limita o fundo partidário para apenas os partidos que elegerem para o Congresso.

Todos têm pressa

Ninguém quer esperar a fundação da REDE, de Marina Silva, e a refundação do PL, de Gilberto Kassab. Temem que as negociações afundem, porque há muito contra em jogo.

De fininho

O DEM pode perder um dos seus maiores expoentes, o prefeito de Salvador, ACM Neto, que ontem participou da reunião do Pacto Federativo promovido pelo Senado.

Voto impresso

O TSE terá que se virar no orçamento para comprar o software para adaptação em todas as urnas eletrônicas do País — já estimou-se uns R$ 100 milhões. A emenda do voto impresso, de autoria de Bolsonaro (PP-RJ), é um fator eleitoral, mas entre os pontos mais importantes da reforma política.

Memória

O voto impresso foi aprovado em lei em 2009 e não vetado pelo então presidente Lula. Valeria para a eleição de 2014. Em 2009, o presidente do TSE, Ayres de Britto, alegou custos excessivos. E o presidente Toffoli ratificou ano passado. Tudo ficou eletrônico.

Pedaladas

Com a proximidade de julgamento pelo TCU das contas e a polêmica das ‘pedaladas’ fiscais, a presidente Dilma parou de pedalar sua bike nas proximidades do Alvorada.

Dois lados

O PSDB só espera a rejeição do TCU sobre as contas da presidente para pedir o impeachment. Para a oposição, houve gestão fraudulenta. Para o PT, há um golpe.

Mico

A bancada feminina está brava! Uma dúzia de deputadas subiu à Mesa Diretora no plenário na terça à noite para festejar a emenda que estabelece cota feminina. Com a reprovação, desceram bufando. Esperança: a segunda votação só em julho.

#vaitervolta

As deputadas fizeram a ‘lista negra’ com nomes dos colegas que se abstiveram — por 15 votos a emenda passava na primeira votação. Mariinha Raupp (PMDB-RO) e Soraya Santos (PMDB-RJ) são as matriarcas com o chicote na mão contra a ala masculina.

Vem guerra

Não haverá recuo apesar de a presidente Dilma falar grosso. Os presidentes do Senado e Câmara, Renan Calheiros e Eduardo Cunha, combinaram de manter na Lei de Responsabilidade das Estatais a obrigatoriedade de sabatina, pelo Senado, para diretores e presidentes indicados pela Presidência. Dilma não concorda e se passar, vai vetar.

Maioridade palanqueira

A redução da maioridade penal virou palanque para candidatos em 2018. Aécio e José Serra têm propostas distintas; Geraldo Alckmin fecha com PT e Eduardo Cunha tentou, até ontem, cravar 16 para todos os crimes, mas foi convencido a amenizar.

Restos a pagar

O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) pediu audiência com o ministro da Educação. Reclama que o MEC prometeu pagar R$ 1 bilhão de dívidas atrasadas com as faculdades pelo FIES, mas liberou só 10%. ‘E lançaram uma segunda fase do FIES’.

PSDB-PSB

O chefe da Casa Civil do governador Rollemberg (DF), Sérgio Sampaio, egresso da Câmara, foi apadrinhado pelo senador Aécio Neves. Sampaio emergiu na gestão Aécio.

Ponto Final

O ministro George Hilton — que faz caminhadas todas as manhãs — lança na segunda (22), e não terça, no Rio, a pesquisa sobre práticas de esporte no País.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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