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A postura do governo e da polícia sobre as mortes em Paraisópolis

Policiais de Paraisópolis ‘não estão afastados, estão preservados’, disse comando da PM paulista

A postura do governo e da polícia sobre as mortes em Paraisópolis
Ação da polícia resultou na morte de nove jovens no último domingo, 1 (Foto: Montagem/Arquivo Pessoal)

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“Os policiais não estão afastados, estão preservados. Temos que concluir o inquérito. Não haverá como condená-los antes do devido processo legal. Seguirão em serviços administrativos, no horário deles, fazendo outras coisas. É uma área complexa de trabalhar e, havendo outro evento parecido, eles poderão ser prejudicados”.

Foi o que disse nesta segunda-feira, 2, o comandante da PM de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles, sobre os seis homens do 16º Batalhão da Polícia Militar (BPM) envolvidos na operação “Pancadão” em Paraisópolis, que resultou na morte de nove jovens no último domingo, 1º de dezembro.

Os atestados de óbito dizem que os nove jovens morreram por asfixia e trauma na coluna. “Saturando mesmo”, foi o que disse há um mês o próprio Salles sobre as operações policiais em Paraisópolis para reprimir bailes funks na favela. Naquela feita, o coronel afirmou que a “saturada” em Paraisópolis não tinha data para acabar, por mais que tenha acabado como acabou.

Ainda no dia seguinte ao massacre que promoveu em Paraisópolis, a Polícia Militar de São Paulo celebrou o 128º Aniversário de fundação do Batalhão Tobias de Aguiar, a famigerada Rota, uma das unidades de polícia mais violentas do Brasil.

“Histórico batalhão, nascido lá no primeiro batalhão de caçadores, que veio evoluindo, veio evoluindo, participou de várias revoluções, todas citadas hoje, e que constam no estandarte histórico do batalhão”, disse o secretário de Segurança Pública de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos. “Batalhão de caçadores”.

Recorde de vagas (na penitenciária)

“Mais uma penitenciária!”, disse João Doria ainda nesta segunda, 2, com agentes mascarados ao fundo, quando inaugurou, pela quinta vez em menos de um ano, uma nova unidade do sistema prisional de São Paulo, esta na região de Presidente Prudente, Oeste do estado.

“Essa é a 5ª unidade prisional que inauguramos em 11 meses de gestão e, até 31 de dezembro, vamos inaugurar mais 5 unidades, totalizando 8.400 vagas. É o maior número de vagas para o sistema penitenciário já entregues na história em um ano de governo”, disse Doria.

Sob a gestão de Doria, lembrando que em menos de um ano, a polícia de São Paulo já prendeu mais de 130 mil pessoas.

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3 Opiniões

  1. Roberto Henry Ebelt disse:

    Que horror. Quem vai num aglomerado desses??? Nem Dante em seu inferno deve ter vislumbrado o que dever ser um pancadão em favela. Pra policial entrar num ambiente desses só com cachorros treinados e muito gás lacrimogêneo.

  2. carlos alberto martins disse:

    é uma pena que as autoridades não fazem uso de maior força contra esses delinquentes.

  3. Almanakut Brasil disse:

    Vá ao baile funk e leve a família e os amigos.

    Veja com os próprios olhos e sinta o ambiente.

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