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GRITA BRASIL

Abobrinhas…

Estamos esperando agora essa aprovação do pacote para conter os gastos públicos. E penso que não teremos isso resolvido este ano

Abobrinhas…
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Confesso: “Nunca gostei de abobrinhas”. By the way, a abobrinha pertence ao gênero cucurbita e é um fruto imaturo de formato longo e cilíndrico, semelhante a um pepino.

E aí eu falo, segura você esse pepino!

Saindo do mundo gastronômico, entremos no mundo real, duro, frio, cruel e sugador. Ah, claro, falo de Brasília e seus decrépitos habitantes.

Estamos esperando agora essa aprovação do pacote para conter os gastos públicos. E penso que não teremos isso resolvido este ano. Quero estar enganado. Mas estamos no penúltimo mês do ano e daqui a pouco já estará tocando a maldita música dizendo que já é Natal na Líder Magazine e aí vem recesso, Ano Novo e aí já vimos esse filme.

Mas o que mais me choca é a proposta do governo federal em unificar os valores dos pisos de gastos justamente da Saúde e Educação. Os pilares mais afetados e que mais precisam de dinheiro. A Constituição determina que estados devem destinar 12% da sua receita à Saúde e 25% à Educação. Pela proposta esse valor de 37% ficaria a cargo do governador fazer a destinação devida desses recursos.

E dependendo do governador que o estado tenha isso pode virar uma caixinha de surpresas que ficaria à mercê da boa vontade, do bom senso ou sabe-se lá do que de cada governador que teria a faca, o queijo e o talão de cheques na mão.

Aqui, pelo que vimos até agora nesse país tupiniquim, as decisões sérias são muitas vezes e acredito que na maioria das vezes tomadas de acordo com o benefício que ela irá gerar para o decisor e não para quem precisa da decisão.

Acredito ser um passo para trás, um retrocesso na nossa suposta vontade de avançar como país, como estado. Uma decisão dessas não deveria ficar na mão de uma só pessoa.

Na verdade, qualquer decisão de como alocar recursos deveria ser tratada por um colegiado, ou dependendo do que seja, por vereadores, deputados. Se bem que esses seres muitas vezes não humanos poderiam criar alianças e aí já vimos esse filme.

O ideal seria pela Constituição. Que muitas vezes nem respeitada é, mas pelo menos é um respaldo forte.

Mas… no nosso país tupiniquim, muitas vezes se pensa na língua tupiniquim, do tempo da onça, do tempo jurássico.

Se queremos ser modernos, temos que achar modernidade nas decisões e rezar. Rezar forte.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão.

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