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Falha na educação

Adesão ao programa que reduz atraso nas escolas cai 85%

Dados de 2013 revelam que a política tem sido gradativamente abandonada no Brasil

Adesão ao programa que reduz atraso nas escolas cai 85%
O Ministério da Educação não reduziu os investimentos no programa (Reprodução/Igor de Melo)

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Uma das principais ferramentas de combate ao atraso escolar no país vem sofrendo com a baixa procura dos cidadãos. Popular no final dos anos 90 e no início da década passada, as políticas conhecidas como “correção de fluxo” tiveram uma queda drástica no número de matrículas; em 2000 havia 1,2 milhão de estudantes do ensino fundamental escritos, esse número despencou para 172 mil, no ano passado, uma queda de quase 86%.

O programa tem o objetivo de recuperar o conteúdo não assimilado pelos estudantes e, posteriormente, desenvolvê-los para o ensino regular na série correspondente. Para isso, os alunos em correção de fluxo são organizados em salas de aulas separadas. Atualmente, 21% dos alunos do ensino fundamental não freqüenta a série adequada à sua idade (geralmente por repetência ou por terem estado um período fora da escola). Além disso, existem ainda cerca de seis milhões de alunos com atraso de dois anos ou mais nesta etapa da educação no Brasil.

Para João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, “os programas de correção de fluxo estão morrendo precocemente”.  Segundo ele, o mecanismo precisa ser acompanhado para garantir que o número de alunos atrasados diminua: sozinhos, eles são como enxugar gelo.

O Ministério da Educação (MEC) afirma que não reduziu os investimentos no programa, porém ressalta que a demanda deve partir dos Estados e municípios. Conforme Clarice Traversni, diretora de currículos da Secretaria de Educação Básica do MEC, uma das explicações para o abandono do programa é o envio precoce de adolescentes para o EJA (Educação de Jovens e Adultos), como é conhecido atualmente o antigo “supletivo”. Com isso, os alunos deixam o ensino regular, e não mais figuram nas estatísticas de atraso escolar.

 

 

Fontes:
Folha de S. Paulo-Brasil abandona programa para reduzir atraso nas escolas

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1 Opinião

  1. Carlos de Morais disse:

    Nao se pode confiar numa proposta que ignora o que se passa na escola.
    A reprovaçao, como parte integrante dos curriculos escolares, acabou se revelando como puniçao e, como tal, passou a fazer parte da cultuura escolar. Na realidade, aprendemos muito atraves das varias formas de puniçao, alias muito comum, na natureza, como cair, machucar, escorregar, bater, assustar etc. A puniçao se revela como liçao, isto e, para conduzir alguem a nao proceder de determinada maneira. Na verdade, funciona como incentivo para o estudo, pois o aluno, quando entra para a escola, sabe que tem de estudar para passar de ano. Isso tudo ruiu, com a impla ntaçao aleatoria da chamada progressao continuada, que se revelou, na pratica, como promoçao automatica. Diante disso, o que adianta tentar a recuperaçao de alunos que se atrasam nos estudos? A Secretaria da Educaçao da cidade de Sao Paulo, fez essa correçao, acertadamente. A partir deste ano. a reprovaçao sera praticada nas escolas municipais.

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