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Diplomacia latino-americana

Agenda diplomática toma conta do Brasil no pós-Copa

Esta semana, Dilma foi anfitriã da VI Cúpula dos Brics, da Cúpula da Unasul e recebeu os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Xi Jinping, da China

Agenda diplomática toma conta do Brasil no pós-Copa
Resta saber se as parcerias firmadas vão ajudar ou atrapalhar o Brasil a alcançar seus objetivos (Reprodução/G1)

Esta semana, a diplomacia ganhou destaque na agenda oficial da presidente Dilma Rousseff. Nos últimos três dias, Dilma foi anfitriã da VI Cúpula dos Brics, em Fortaleza e participou da reunião dos países da Unasul, em Brasília.

A presidente também recebeu em seu gabinete os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Xi Jinping, da China. Ambos os presidentes viram na Cúpula dos Brics uma ótima oportunidade de estreitar os laços com a América Latina.

Em Cuba e em Nicarágua, Putin reviveu as antigas alianças da era soviética. O presidente russo anunciou planos para reabrir uma antiga base de inteligência em Cuba e perdoou 90% da dívida cubana com o país.

Putin também buscou oportunidades de exportar a tecnologia nuclear russa para a Argentina e armamentos para o Brasil, que está interessado em comprar um sistema antiaéreo avaliado em US$ 1 bilhão.

Os laços da China com a América Latina são bem mais recentes, porém, bem mais importantes. Somente neste século, o comércio do país com o continente cresceu 20 vezes mais. A China se tornou um grande investidor e financiador da região.

Em Brasília, Jinping também se encontrou com líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que conta com 33 países membros. A medida sinaliza que Jinping prefere tratar o continente como um bloco, abordagem que pode ser frustrada pela diversidade da região.

Para o Brasil, a realização dos encontros diplomáticos reafirmou a busca do país por uma política externa independente. Dilma disse que o “ativismo dos Brics não representa um desejo por dominação, nem uma estratégia contra outros países”. Resta saber se tais parcerias vão ajudar ou atrapalhar o Brasil (e a América Latina) a alcançar seus objetivos.

Fontes:
The Economist-Monogamous no more

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