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Entrada ilegal

Agentes do Galeão cobram propina para liberar a entrada de chineses no país

Segundo denúncia do Ministério do Trabalho, entrada dos imigrantes é facilitada em troca de propina, e chineses são forçados a trabalhar de graça para pagar a dívida

Agentes do Galeão cobram propina para liberar a entrada de chineses no país
Agentes da imigração do Aeroporto Internacional Tom Jobim recebiam propinas para liberar a entrada de chineses (Foto: Wikipedia)

Um novo esquema de corrupção foi descoberto pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no controle imigratório do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Zona Norte do Rio. De acordo com o órgão, agentes cobram propinas de donos de pastelarias e “atravessadores”, pessoas que acompanham chineses trazidos ao país para trabalhar em regimes de escravidão por dívida em lanchonetes na região metropolitana do Rio.

O documento obtido pelo jornal Estado de S. Paulo foi encaminhado no último dia 28 para o Ministério Público Federal e a Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae). Seriam cobrados R$42 mil de propina para cada imigrante chinês liberado para entrar no Brasil. Para pagar o valor, o imigrante trabalharia de dois a três anos de graça, segundo suspeitas do MTE.

O pagamento da propina seria feito no aeroporto, em dinheiro, fora da área de controle imigratório. Para encobrir o esquema, os agentes de imigração somem com os passaportes dos chineses ou arrancam a página em que estaria o carimbo da Polícia Federal, identificando a data da entrada no país – o que permitiria identificar os funcionários da PF de plantão naquele dia.

Policiais e funcionários administrativos terceirizados contratados pela empresa Milênio trabalham na imigração, de acordo com a Polícia Federal. Em nota, a corporação afirma que “todas as notícias de possíveis ilícitos administrativos ou penais que venham a mencionar servidores são apuradas pelos setores de controle interno” e destaca atuar na coerção à prática de trabalho escravo. A Milênio preferiu não se pronunciar.

Fontes:
Estadão - Esquema no Galeão faz chinês escravo

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