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Defesa Nacional

Ajuste fiscal ameaça maior projeto de controle de fronteiras do país

Corte de gastos pode inviabilizar a conclusão de um sistema integrado de controle de fronteiras considerado uma prioridade pelo Exército

Ajuste fiscal ameaça maior projeto de controle de fronteiras do país
O general responsável pelo Sisfron, Rui Yutaka Matsuda (Foto: Agência Brasil)

O ajuste fiscal pode inviabilizar o principal programa do Exército de controle de fronteiras no país. O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisifron), projetado inicialmente para receber R$ 1 bilhão por ano por 11 anos, vem recebendo desde 2012 menos de R$ 300 milhões. Agora, o contingenciamento orçamentário anunciado pelo governo pode reduzir ainda mais os repasses destinados ao projeto, que visa melhorar a segurança ao longo de toda a fronteira do território nacional, se estendendo por cerca de 16.886 quilômetros.

O projeto piloto do Sisifron foi instalado em 2012 pelo Exército brasileiro em parceria com a Savis, empresa subsidiária da Embraer, na cidade de Dourados, MS, onde há uma alta incidência de crimes ambientais e tráfico de drogas, a 122 quilômetros da fronteira com o Paraguai. Devido ao orçamento apertado, esta primeira etapa do projeto, que corresponde a 650 quilômetros, teve a previsão de conclusão adiada de abril de 2016 para meados de 2017.

“O Sisfron poderá ser inviabilizado, caso fiquemos longo período sem receber os recursos previstos. Tudo dependerá do fôlego das empresas. Por enquanto, conseguimos manter o projeto, apesar das dificuldades. Mas estamos andando de lado e com uma capacidade muito aquém do que havia sido planejado”, disse à Agência Brasil o general responsável pelo projeto-piloto, Rui Yutaka Matsuda.

Como funciona o sistema

O Sisifron é um sistema integrado que inclui equipamentos sofisticados para tarefas de inteligência, vigilância, tecnologia da informação e guerra eletrônica. A fase-piloto conta com 68 antenas de comunicação, uma infovia (linha digital para redes eletrônicas), radares, sensores eletromagnéticos, componentes táticos e de comunicação por satélite, além de centros de comando e controle. Em etapas posteriores, o sistema também usará aviões-robô. O objetivo é ajudar as forças de segurança a detectar atividades suspeitas a até 20 km de distância. O Exército considera o projeto prioritário no sistema de defesa nacional.

Na edição desta segunda-feira, 1º, o Estado de S. Paulo traz um artigo do professor de filosofia da UFRGS Denis Rosenfeld, elogiando o Sisifron e destacando a importância de um país continental como o Brasil investir na proteção de suas fronteiras:

“Somente a soberania nacional pode tornar o país respeitado interna e internacionalmente. Qualquer hesitação em projetos desse tipo não apenas desacreditaria o Exército nacional e as empresas a ele associadas, como poderia comprometer o nosso próprio futuro enquanto nação livre e soberana.”

Fontes:
Agência Brasil - General diz que corte no Orçamento pode inviabilizar monitoramento de fronteiras
Estadão - Soberania Nacional

1 Opinião

  1. Natanael Sperotto disse:

    Dificil comentar uma notícia dessas dada a quantidade de equívocos. O principal deles é filosófico: o Exército não deveria cuidar das fronteiras, isso é missão de uma guarda de fronteiras como nos USA, ou uma Guarda Nacional. Nada pode dar certo se começa errado.

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