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Coluna Esplanada

Alexandre Alckmin x Geraldo Padilha

Fala pausada e gestos do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) estão mais parecidos com o governador e futuro adversário Geraldo Alckmin (PSDB)

Alexandre Alckmin x Geraldo Padilha
Geraldo Alckmin e Alexandre Padilha: futuros adversários (Fonte: Reprodução/Brasil 247)

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Não era piada de Lula para Fernando Henrique o comentário de que lançaria na disputa para o governo de São Paulo um ‘petista com cara de tucano’. O ex-ministro Alexandre Padilha (PT), reparam os mais próximos, mudou muito os trejeitos de meses para cá. A fala pausada e os gestos estão mais parecidos com o governador e futuro adversário Geraldo Alckmin (PSDB). Padilha tem assistido e ouvido entrevistas do governador. A recíproca é verdadeira. Equipes do tucano já acompanham cada passo do petista.

Leandro Mazzini é escritor e colunista do Opinião e Notícia

Pé na estrada

Padilha intensificou o road show pelo interior paulista. Os trackings dão o rumo: ele precisa ficar mais conhecido. E entre os que o conhecem, explicar o caso André Vargas.

Lição da velha

Quando em campanha na sua Pindamonhangaba, Alckmin gastou lábia por meia hora com matriarca com 20 votos em casa. Ao sair, descobriu que todos votavam em MG.

Alô, Brasil

Gente do governo que trabalha com a Copa aposta em alta de venda de celulares avulsos para estrangeiros. É que, devido ao roaming caro, eles nem vão ligar os aparelhos.

Sigilosos mesmo!

Continuam na gaveta da Mesa Diretora do Senado os ofícios inéditos de solicitação de dados sigilosos do Palácio do Planalto, como os relatórios de espionagem da Abin e GSI e os gastos secretos da Presidência. De ambos os lados, não há nenhuma vontade política ou institucional para o andamento da Comissão de Controle das Atividades.

Desconfiança total

Nos bastidores, os militares não confiam nos civis e em especial nos políticos da Comissão de Controle. Detalhe: os gastos secretos do Palácio já chegam a R$ 3,4 milhões este ano — R$ 1,713 milhão da Abin e R$ 1,749 milhão da presidência.

Tiro (duplo) no pé

Repercutiu mal nas duas corporações, em Brasília e em São Paulo, a fala de Alexandre Padilha no Roda Viva há duas semanas: ‘O meu partido recriou a Polícia Federal no País. Queira Deus que a Polícia Civil de São Paulo tenha a mesma autonomia’.

Desenfreada

Corre que faliu a maior empresa prestadora de serviços terceirizados em Brasília. Funcionários protestam pela capital. A esposa do dono foi vista dirigindo um Porsche.

Bota-fora

Aguerridos agentes da PF, inclusive veteranos, não aguentam trabalhar para a comandante em chefe. A classificam arrogante. Tem gente pedindo baixa.

Mirando Aécio

De olho no voto paraibano — e terra do coordenador da campanha de Aécio, Cássio Cunha Lima, que deve disputar o governo –, a presidente Dilma baixa na Paraíba duas vezes esta semana. Foi ontem a São José de Piranhas inaugurar trecho da transposição do Rio Chico, e na sexta volta a João Pessoa para entregar diplomas do Pronatec.

Cura (salarial) relâmpago

Mal a presidente confirmou agenda trataram rapidinho de pagar os doutores do ‘Mais Médicos’ no Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara, em Baía da Traição (PB). Dois meses de atraso no salário. Informou o coordenador que foi uma falha no sistema…

Banda larga

O presidente da Anatel, João Rezende, celebra a velocidade ininterrupta dos investimentos no setor. ‘Em cinco anos a internet chegará a 50% dos lares’, avalia. O crescimento era de 30% por ano. Agora, a média é de 12% ao ano, número ainda bom.

País da telinha

Hoje, 18 milhões de domicílios (entre lares e escritórios) têm combo de canal a cabo, internet e telefone. ‘Vamos popularizar a TV por assinatura em 5 ou 6 anos. Onde houver dificuldade por cabo, o satélite resolve’, diz Rezende.

Calendário & superstição

O mês de agosto deste ano terá cinco sexta-feiras, cinco sábados e cinco domingos. Segundo especialistas, ocorre a cada 823 anos. Para os chineses, é sorte nas finanças.

Prêmio Estácio

Quem publicou matéria sobre Ensino Superior entre 11 de junho de 2013 e 10 junho de 2014 poderá se inscrever no Prêmio Estácio, que distribuirá de R$ 8 mil a R$ 20 mil.

Ponto Final

Em chamada do PP na TV em São Paulo, Paulo Maluf diz que bandido tem que ir para a cadeia.

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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3 Opiniões

  1. Vitafer disse:

    k k k k k Esse Paulo Maluf é muito engraçado!

  2. Mauricio Fernandez disse:

    Padilha não ligou nem ouviu o que lhe foi ensinado. De nada adianta agora mímicas singulares. Vai amargar uma derrota ao governo de São Paulo por conta de não ter feito a lição de casa e principalmente pela enxurrada de denuncias sobre sua administração frente ao Ministério da Saúde que surgem no horizonte. O grande mal do PT é não ouvir seja lá o que se diga, nem que seja a maior das verdades caso a palavra não venha da ‘panelinha’. Nem se o próprio Lula fosse o “mago dos magos” em política conseguiria levar Padilha ao Governo do Estado de São Paulo. Perdeu!

  3. Samuel Reis disse:

    Nem Alckmin e nem Padilha … nem PSDB e nem PT. Infelizmente, lamentavelmente, os políticos carreiristas deste país não tem nenhum compromisso com a população, pois representam unicamente os interesses de alguns setores econômicos. Acredito eu que em vez de Estado Democrático de Direito o Estado deveria ser primeiro “cidadão”. O problema, por ora insolúvel, é que todo o aparato estatal é gerenciado pela burguesia e portanto não comporta o cidadão comum, pois repousa a crença da “representatividade política”, uma falácia, um engodo. Não é por acaso que levantes recentes vem crescendo pelo Brasil afora. Não há bom político, ou seja, aquele que faz da política uma profissão, mas sim cidadão politizado que faça valer a sua vontade e anseios por seus próprios esforços. Perdemos tempo, dinheiro e paciência com a classe política aonde repousam confortavelmente os Alckmins e Padilhas.

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