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CORRUPÇÃO

Alvos do STF vão compor Conselho de Ética do Senado

Senado elegeu na última terça-feira, 30, os integrantes do Conselho de Ética da Casa. Entre eles, estão nove investigados pelo STF

Alvos do STF vão compor Conselho de Ética do Senado
Romero Jucá (PMDB-RR) lidera a lista, com um total de oito inquéritos no tribunal (Foto: Agência Brasil)

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O Senado elegeu na noite da última terça-feira, 30, os nomes dos parlamentares que irão compor o Conselho de Ética da Casa pelos próximos dois anos. Entre outras funções, os escolhidos ficarão encarregados de julgar casos de quebra de decoro e denúncias de irregularidades envolvendo senadores.

Porém, entre os 30 membros da nova formação do conselho, nove respondem a pelo menos um processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF).

Três deles são do PMDB. Os senadores Eduardo Braga (AM), Jader Barbalho (PA) e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Braga é alvo do inquérito 4429, que apura crimes de corrupção passiva, ativa, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa. Segundo o processo, ele é suspeito de receber R$ 1 milhão em propina da empreiteira Camargo Correia durante as obras da Ponte Rio Negro, feitas em sua gestão como governador do Amazonas (2003-2010).

Barbalho responde a seis inquéritos no STF (2909, 4034, 4171, 4172, 4267 e 4326). Os crimes vão desde calúnia e difamação até crime contra a ordem tributária, corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Jucá é alvo de oito inquéritos (3989,  3297, 2116, 2963, 4211, 4267, 4326 e 4347). Entre os crimes investigados estão lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva e ativa, crimes eleitorais, de responsabilidade e contra a ordem tributária, apropriação indébita previdenciária, falsidade ideológica e ocultação de bens.

Além dos peemedebistas, respondem a processos os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Eduardo Amorim (PSDB-SE), José Pimentel (PT-CE), Telmário Mota (PTB-RR) e Wellington Fagundes (PR-MT).

Acir Gurgacz responde ao inquérito 2973, acusado da prática de estelionato e crimes contra o sistema financeiro nacional. Davi Alcolumbre responde ao inquérito 4353, referente a crime eleitoral. Eduardo Amorim é investigado no inquérito 2867, que apura a prática de crimes contra a Lei de Licitações e improbidade administrativa. José Pimentel responde ao inquérito 4346, por prevaricação e corrupção passiva. Telmário Mota responde ao inquérito 4296, por violência doméstica. A denúncia foi feita em 31 de dezembro de 2015, por uma namorada do senador que, segundo a investigação, foi espancada por ele até perder a consciência por ciúmes.

Já Wellington Fagundes responde ao inquérito 2340. Instaurado em 2006, o inquérito apura os crimes de corrupção ativa, passiva, peculato e lavagem ou ocultação de bens. Em nota enviada ao site Congresso em Foco, a assessoria do parlamentar informou que ele aguarda “a decisão pelo arquivamento do processo”.

“Em atenção à solicitação desse veículo de comunicação, informo que o senador Wellington Fagundes, líder do Partido da República no Senado, aguarda a decisão pelo arquivamento do citado procedimento apuratório, visto que não se confirmou – como já era esperado desde o início – qualquer envolvimento de sua parte na questão investigada. Como integrante da Frente Parlamentar pelo Aperfeiçoamento do Judiciário, lamenta que situações como essa – em que não há absolutamente qualquer suposta prática criminosa – perdurem tanto tempo para um desfecho, causando prejuízos a imagem parlamentar”, diz a nota.

Fontes:
Congresso em Foco-Senadores suspeitos têm forte presença no Conselho de Ética do Senado

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2 Opiniões

  1. carlos alberto martins disse:

    na realidade são bandidos julgando bandidos,e,no fim serão os mesmos que continuarão roubando a nação.o circo está trocando as lonas,mais o espetáculo continua sendo desprezível.

  2. Carlos Valoir Simões disse:

    O Jucá dispensa apresentações. A última do Eduardo Braga foi levar a eleição ao governo do Estado do Amazonas para o terceiro turno. Ganhou (no STE) mas não levou. Haverá nova eleição. Ainda, ficou agarrado ao ministério da Dilma até o último minuto, para manter a esposa, sua suplente, na vaga de senadora. É da mesma curriola do Jucá.

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