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Segurança pública

Ameaça às UPP’s faz Rio correr sério risco de retrocesso

Ataques às Unidades de Polícia Pacificadoras e o aumento da criminalidade fazem o carioca temer a volta de um antigo problema: a violência

Ameaça às UPP’s faz Rio correr sério risco de retrocesso
A pacificação do Rio de Janeiro implica na pacificação da própria polícia (Reprodução/UOL)

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A dois meses do início da Copa do Mundo, os cariocas estão às voltas com um problema que parecia ter ficado para trás: a violência.

Nos últimos meses, ataques às Unidades de Polícia Pacificadoras (UPP’s) e o aumento da taxa de criminalidade na cidade fizeram a população temer a queda de uma das melhores políticas de segurança já adotada pela cidade. Alguns jornais locais chegam a prever que o crime organizado vai retomar o controle das áreas pacificadas antes do início da Copa do Mundo.

Apesar de algumas imperfeições, o programa de pacificação do governo gerou resultados impressionantes. Desde que a iniciativa foi lançada, em 2008, foram construídas 37 UPP’s que atendem a 257 comunidades da cidade e beneficiam cerca de 1,5 milhão de moradores.

Entre 2008 e 2012, as comunidades pacificadas registraram uma redução de 65% na violência letal. Nos arredores das comunidades pacificadas a taxa de homicídio é de 9,2%, muito abaixo dos 18,8% registrados em outras áreas da cidade.

Também houve queda no número de mortos por balas perdidas e os moradores ganharam mais confiança para denunciar abusos cometidos por policiais e exigir melhores condições de vida. Nas escolas públicas, estudantes de áreas pacificadas apresentam um desempenho escolar duas vezes melhor em relação a outros alunos.

Agora falta conceder aos moradores das áreas pacificadas o direito à propriedade e fazer com que os serviços básicos cheguem à população de baixa renda. Também é necessário criar políticas de emprego para homens jovens de comunidades carentes, que são ao mesmo tempo os maiores autores e vítimas da violência.

Evitando os erros do passado

Com a ameaça às UPP’s, o Rio de Janeiro corre o risco de retroceder e precisa mais do que nunca consolidar sua política de segurança pública. Mas é preciso evitar as antigas táticas de repressão, estratégia que no passado provou ser ineficiente. A violência e o abuso da Policia Militar pode fazer uma situação ruim ficar pior.

A pacificação do Rio de Janeiro implica na pacificação da própria polícia, bem como sua desmilitarização. O governo precisa aprimorar o treinamento dos agentes em direitos humanos e projetos comunitários para evitar que a política do “nós contra eles” torne as comunidades cariocas, não locais pacíficos, mas áreas reprimidas pelo estado.

 

Fontes:
The New York Times-Fear and Backsliding in Rio

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2 Opiniões

  1. yama disse:

    Não houve e não há PACIFICAÇÃO ALGUMA NO ESTADO/CIDADE DO RIO DE JANEIRO, o que foi feito pelo Sérgio Cabral nada mais representou do que uma representação, com base em um “aprendiz de sociólogo’ INCOMPETENTE e supostamente mantido com GROSSA GRATIFICAÇÃO DE SECRETÁRIO DE SEGURANÇA que ao utilizar o “aparato aparentemente capaz de dissuadir CRIMINOSOS” QUE SE ACOITAM EM LOCAIS ONDE É A LEI ESCRITA É IGNORADA E OFENDIDA POR TODOS OS HABITANTES ‘DAS ENCOSTAS’ COMO UTILIZAM A LEI DO CRIME NAQUELE POR NECESSIDADE OU ENGANO PASSA AS FRONTEIRAS DELIMITADAS PELOS CRIMINOSOS E SEUS ACUMPLICIADORES. O OFERECIMENTO DE BENESSES SOCIAIS NÃO SÃO DESEJADOS E TAMPOUCO MOTIVAM OS MORADORES QUE NÃO SÃO DIRETAMENTE BENEFICIADOS PELOS CRIMES (TRÁFICO, PROSTITUIÇÃO, COMÉRCIO ILEGAL, COMÉRCIO DE DIVERSÕES ILÍCITAS, CORRUPÇÃO DE MENORES SISTEMATIZADA PARA VENDA DE DROGAS E PROSTITUIÇÃO ETC) A FRAUDE COMEÇA PELA CORRUPÇÃO DO SIGNIFICADO DO VERBO POLICIAR – QUE EXIGE O AGENTE DE TOMAR CONTA E IMPEDIR OFENSAS À LEI E PACIFICAR – EXIGE TERMINAR COM UMA CONTENDA OU LUTAR POR ALGO QUE SE ENCONTRA COMO OBJETO DE DISPUTA — “ORA OBRIGAÇÃO DE CUMPRIR A LEI NÃO PODE ESTAR EM DISPUTA POR CRIMINOSOS POIS QUEM NEGOCIA COM O CRIME CRIMINOSO É”

  2. Miguel Meira disse:

    Diz aí: onde se sonha assim ? Quem descobrir onde os sonhos são sonhados assim, vai ficar rico.
    Quem escreveu este artigo. Ah, não podemos esta com ele, mora na Suíça.

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