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CONDENADA POR TORTURAR CRIANÇA

Após nove anos, caso Vera Lúcia finalmente chega a um desfecho

Procuradora foi condenada em 2010 por torturar criança. Porém, não se apresentou à Justiça e continuou vivendo em Ipanema até a última quinta-feira, 17, quando foi presa

Após nove anos, caso Vera Lúcia finalmente chega a um desfecho
Ao ser levada presa pelos agentes, a procuradora de Justiça passou mal (Foto: Youtube)

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Nove anos se passaram até a história finalmente chegar a um desfecho. Condenada por torturar uma criança em 2010, a procuradora de Justiça Vera Lúcia Sant’Anna Gomes foi presa na manhã da última quinta-feira, 17, em seu apartamento em Ipanema, bairro nobre da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Foi no imóvel que Vera Lúcia viveu os últimos três anos, sem ser incomodada, embora fosse considerada uma foragida da Justiça. Ao ser levada pelos agentes, a procuradora passou mal e foi encaminhada para o hospital Copa D’or, onde foi medicada. Após ter alta, ela foi levada para prisão.

A história de Vera Lúcia começou em maio de 2010. Naquele ano, ela obteve a guarda provisória de uma menina de dois anos que pretendia adotar. Porém, empregados da casa denunciaram que Vera Lúcia submetia a menina a espancamentos e maus-tratos. Um dos empregados denunciou que a procuradora mantinha a menina trancada em um quarto por vários dias e costumava agredi-la com tapas no rosto, puxões de cabelo, empurrões e xingamentos. Vera também dizia à menina que sua mãe biológica era uma prostituta.

Em um áudio entregue à policia, Vera Lúcia é flagrada gritando coma menina, chamando-a de “vaquinha” e “cachorra”. No áudio, também é possível ouvir sons de tapas, seguidos do choro da criança.

Em maio de 2010, o Conselho Tutelar resgatou a menina e Vera Lúcia – que dizia ter intenção de adotar outras crianças para “ter a família que sempre quis na vida”–, foi presa preventivamente. Na época, ela se defendeu da denúncia.

“De tudo aquilo de que estão me acusando, admito uma coisa: chamei a menina de cachorra mesmo. Mas discordo da maioria das pessoas que agora me condenam: para mim, chamar alguém de cachorro não é ofensa”, disse a procuradora, em uma entrevista para a revista Veja.

Vera Lúcia foi condenada em junho de 2010, em primeira instância, a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado. Em 2014, a pena foi reduzida para cinco anos e cinco meses em regime semiaberto. Uma semana depois, Vera Lúcia obteve um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após perder em todas as instâncias, em 2016, o Tribunal de Justiça do Rio decretou a prisão de Vera Lúcia para que ela começasse a cumprir a sentença em regime semiaberto. Porém, a procuradora simplesmente não se apresentou à Justiça. Ela passou a ser considerada foragida. No entanto, mesmo não escondendo a identidade nem endereço, ela viveu de forma tranquila nos últimos três anos, no apartamento em Ipanema.

Não existem outras informações sobre a menina que estava sob a guarda de Vera, porém, quando resgatada pelo Conselho Tutelar, ela recebeu tratamentos psicológicos e casais que acompanharam o caso se mostraram interessados em adotá-la.

 

Leia mais: Entenda o caso da procuradora Vera Lúcia

Fontes:
G1-Polícia prende procuradora aposentada condenada por torturar criança
G1-Condenada por torturar criança, procuradora foragida está em casa em Ipanema, revela GloboNews

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