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Após passar pela Câmara, Greenwald vai ao Senado nesta quinta

Jornalista americano presta esclarecimentos sobre supostas conversas entre Moro e Dallagnol divulgadas pelo site ‘Intercept Brasil’

Após passar pela Câmara, Greenwald vai ao Senado nesta quinta
Greenwald já esteve presente na Câmara no fim de junho (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O jornalista Glenn Greenwald, do site “Intercept Brasil”, está, nesta quinta-feira, 11, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para falar sobre os supostos diálogos entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

No fim de junho, Greenwald participou de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM). Na ocasião, o jornalista afirmou que Moro “está tentando enganar o público”.

Uma cena que marcou o episódio foi quando a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) pediu para que Greenwald apresentasse os supostos áudios entre Dallagnol e Moro. O jornalista, então, disse que apresentaria quando eles fossem preparados jornalisticamente. O primeiro áudio, atribuído a Dallagnol, foi divulgado na última terça-feira, 9.

No Senado, Greenwald deve responder questionamentos de senadores da base governista do presidente Jair Bolsonaro, alinhados a Moro, e de membros da oposição ao governo, que apoiam o trabalho do jornalista. O comparecimento de Greenwald foi solicitado, através de um requerimento, pelo líder da oposição no Senado, o parlamentar Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

“A presença do autor dessas impactantes reportagens  a esta comissão é fundamental para o esclarecimento de um assunto que vem trazendo enorme repercussão no país. É a oportunidade para que ele traga as explicações que considera necessárias à sociedade brasileira”, destacou Rodrigues.

Em um dos primeiros embates entre a base governista e Greenwald, o senador Marcos do Val (Cidadania-ES) questionou o porquê do jornalista não ter entregue as evidências às autoridades para autenticar o material.

Greenwald, por sua vez, garantiu que todos os jornalistas envolvidos na divulgação das conversas e peritos comprovaram a autenticidade do material. Além disso, afirmou que, em democracias, jornalistas não entregam seus materiais às autoridades, o que só ocorre em ditaduras.

As divulgações das mensagens do portal “Intercept Brasil” começaram no último dia 9 de junho. Desde então, diferentes supostas mensagens foram divulgadas, inclusive por veículos de informação tradicionais do Brasil, como a Folha de São Paulo e a Veja.

Greenwald está na CCJ prestando esclarecimentos desde a manhã desta quinta-feira. A audiência está sendo transmitida ao vivo pelo canal no YouTube da TV Senado.

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