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COLUNA ESPLANADA

Apostas à mesa

Certeza da legalização dos jogos é tanta que já existem negociações entre donos de cassinos dos EUA, Espanha e China com grandes redes hoteleiras que operam no Brasil

Apostas à mesa
Legislação esboçada para a legalização no Brasil é similar à dos EUA (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Na ‘reta final’ para os projetos de lei no Congresso pela legalização dos jogos, as apostas aumentaram, dos prós e contra. Empresários ex-proprietários de bingos, estudiosos do setor e lobistas que defendem a legalização dos jogos visitam Las Vegas há cinco dias numa excursão para trocar experiências com americanos. No contra-ataque, em Brasília a Procuradoria-Geral da República receberá o seminário ‘Legalizar a Jogatina é solução para o Brasil?’, sobre os efeitos na segurança e saúde públicas. A legislação esboçada para a legalização no Brasil é similar à dos Estados Unidos.

Jogada

A certeza da legalização é tanta que já existem negociações entre donos de cassinos dos EUA, Espanha e China com grandes redes hoteleiras que operam no Brasil.

Consultório (ministerial)

Sob sigilo, o médico gastroenterologista Raul Cutait voltou a ser consultado por emissários do Governo para assumir o Ministério da Saúde.

Vai dançar

A inteligência do Governo caça quem incluiu “renúncia” de Temer na agenda do ministro da Saúde, Ricardo Barros, no site do ministério, em dia de reunião com a base.

De fininho

Depois da série de afirmações constrangedoras sobre o Governo de Michel Temer e de ter nomeado diretor da Funasa um advogado que foi preso acusado de agredir a ex-mulher, o ministro Ricardo Barros (PP-PR) tem evitado holofotes. Saiu de fininho do anúncio da mudança de protocolo de tratamento da HIV/Aids.

Em defesa

Rodrigo Sérgio Dias, o novo diretor da Funasa, que em 2014 foi preso num quiprocó com a ex-mulher, defende-se: ainda não foi citado judicialmente. E a ex tem histórico de atitudes compulsivas, com “processos de injúria, calúnia, difamação, crime de dano, invasão de domicílio e comunicação falsa de crime”.

Frente a frente

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que agora precisa convencer meio Brasil da sua isenção junto à PF, estuda ir pessoalmente à Comissão de Ética da Presidência para se explicar, sobre a eventual antecipação de fase da operação Lava Jato.

Sou brasileiro

Secretário de Alto Rendimento do Ministério, o nadador Luiz Lima fixou na parede do gabinete (que tem ‘pé direito’ dobrado) uma bandeira do Brasil de 20 m².

Prudência

Um ministro abre à Coluna frase que circula nos bastidores da Esplanada após declarações infelizes que levaram o presidente Michel Temer a dar murros na mesa. “Em boca fechada não entra mosca nem se ‘ouve sapo’ de Temer”, afirma.

Faz sentido

Uma das vozes mais contundentes da base de Temer no Senado, o senador José Medeiros (PSD-MT) tem avaliação franca sobre a declaração do ministro Alexandre de Moraes na véspera da prisão do ex-ministro Antônio Palocci: “Se o ministro não souber o que está acontecendo na polícia, está errado”.

Franqueza

O senador José Medeiros vai além: “Minha opinião é bastante franca. Só acho que tem que ser comedido. Ministro da Justiça sabe de tudo, como não vai saber? Agora não pode politizar essas coisas, pois são assuntos técnicos.”

Debruçado em números

O ministro da Cultura, Marcelo Calero, conseguiu um fôlego com o recuo de protestos contra o Governo e sua pasta, e passa os olhos nos custos dos Jogos Olímpicos. Como futura Autoridade Pública Olímpica, cargo que acumulará, terá de prestar contas de R$ 7,09 bilhões da matriz de responsabilidades (instalações exclusivas para os Jogos).

Hum…

Expoentes do Comitê Rio 2016 repetem em rodinhas do Poder que o órgão só divulgará a parte privada em fevereiro. O esboço inicial do custo é de R$ 39,09 bilhões.

Ponto Final

“A antecipação da prisão de Palocci feita por Moraes é a prova mais robusta de que a Lava Jato é política e tem o golpe como comando central”.
Do deputado José Geraldo (PT-PA), provavelmente no dia que não tomou seu coquetel de Gardenal com Rivotril…

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2 Opiniões

  1. Henrique O. Motta disse:

    Não há como não considerar com seriedade a opinião expressa pelo Carlos Pozzobon. Mas, há que se considerar que a liberação do jogo pode e deve obedecer a critérios muito bem definidos de como e aonde. No passado criaram-se grandes centros para o “turismo do jogo” em cidades menores, afastadas dos grandes centros de forma a até criar polos de emprego localizados. A meu ver esta deve ser a tônica da liberação. Resorts no nordeste afastados dos grandes centros urbanos com certeza verão o turismo aumentado com criação de empregos correlatos o mesmo valendo para outras regiões, como as conhecidas São Lourenço e Caxambu ou ainda Gramado no RS. É claro que eu outros locais podem surgir novos resorts e hotéis cassino.

  2. Carlos U Pozzobon disse:

    Eu não apostaria um vintém na legalização dos cassinos no Brasil. O motivo é muito simples: o monopólio do jogo é garantido pela Caixa Econômica Federal, onde ali se joga milhões, mas se trata de uma fezinha inofensiva. Quando se parte para a iniciativa privada, que cria mais empregos e financia orquestras, cantores, compositores, espetáculos, aí se fala em perdição. E como uma parte dos recursos das loterias vai para a politicalha que disputa verbas via ministério dos esportes e um grande número de clubes, os políticos terminam voltando atrás, como fizeram com os bingos, prejudicando investimentos e aumentando o desemprego em todo o país. Quando uma PGR diz que cassinos causam “efeitos na segurança e saúde públicas”, podemos ter certeza de que o Paraguai, o Uruguai e os EUA têm problemas muito maiores que os nossos por causa de seus cassinos. Só que não sabem ou desconhecem a sabedoria que emana de Brasília.
    http://carlosupozzobon.blogspot.com.br/2010/02/memorias-sem-maquiagem.html

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