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Operação Condor

Argentina vai investigar a morte de João Goulart

Justiça argentina inclui nome de Jango e outros brasileiros em investigação sobre a Operação Condor

Argentina vai investigar a morte de João Goulart
Familiares do presidente acreditam que ele foi envenenado pelo regime militar (Reprodução/Folha)

A Argentina vai incluir em uma investigação sobre a Operação Condor os nomes do presidente João Goulart e outros brasileiros que desapareceram ou foram monitorados pelo regime militar enquanto estavam exilados no país.

O pedido de inclusão dos nomes foi feito pelo Ministério Público argentino. O procurador federal argentino que responsável pelo caso, Miguel Angel Osorio, recebeu do Brasil documentos da época do regime militar que contêm informações enviadas às autoridades argentinas da época. Os documentos mostram que o Brasil solicitou o monitoramento de Jango e outros brasileiros exilados na Argentina.

Os documentos foram enviados à Procuradoria argentina por Jair Krischke, do Movimento de Justiça e de Direitos Humanos.

Após ser deposto pelo regime militar em 1964, Jango partiu para o exílio na Argentina, onde morreu em 1976, na cidade de Mercedes. A versão oficial aponta que a causa da morte foi um infarto (Jango era cardíaco). Contudo, familiares do presidente acreditam que ele foi envenenado pelo regime militar durante a Operação Condor.

Em novembro do ano passado, a pedido da família, os restos mortais de Jango foram exumados para tentar identificar a causa da morte. Os restos foram levados de São Borja, Rio Grande do Sul, para Brasília, onde foram coletadas amostras. O material coletado ainda está sendo analisado em laboratórios fora do Brasil.

Fontes:
Folha-Argentina vai investigar morte do presidente João Goulart

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4 Opiniões

  1. Brazilino Esperanza disse:

    É faz todo o sentido. A Argentina é um país que tem todos os seus problemas resolvidos e está em franco crescimento econômico, político, social e industrial. Nada mais justo que investigar a fundo a morte, supostamente por envenenamento, do cardíaco expresidente do Brasil exilado naquelas paragens. Certamente o país platino vai ganhar muito com isto.

    Impressionante como se perde tempo com bobagens. Não fazia o menor sentido encomendar a morte de Jango em 1976. Então, a guerrilha de esquerda já havia sido neutralizada e o país vivia um momento relativamente bom de progresso, no finalzinho do grande bom do começo da década de 70. O nome de Jango já não galvanizava mais ninguém. Quase nem era mencionado. E o país estava muito ocupado em descobrir como iria enfretar o segundo choque do petróleo e a inflação que começa a crescer além da conta. Jango não era um problema. Ao contrário, se preocupar com ele é que seria um problema desnecessário de se criar.

    O mesmo acontece agora. Temos de domar novamente a inflação real que deve andar rodando acima de 10% ao ano; conter os déficits fiscal, comercial e a da balança de pagamentos que estão inaceitáveis; promover uma reforma política que torne o país minimamente previsível; minimizar a corrupção endêmica; cuidar da infra-estrutura do país que está em frangalhos; ver com atenção o déficit energético do país; atentar para a educação e saúde; reformar a previdência social; etc…..

    Vamos por mãos à obra e trabalhar? Se misturarmos toda as cores teremos o branco da paz. Precisamos descorar o vermelho de uns e outros que por não saberem fazer o bem propagam o mal e a burrice indefinidamente.

  2. Roberto1776 disse:

    Não foi a família, pelo menos a esposa de Jango, quem pediu essa investigação. A família, tanto quanto foi publicado no RS desde que instauraram uma tal de comissão da “verdade”, sempre acreditou que ele tinha morrido devido a uma doença cardíaca.
    Maria Teresa sempre achou que ele morreu de um ataque cardíaco, conforme publicado em 2013 pela Zero Hora.
    O próprio Christopher só se manifestou depois da espetacular exumação (mal feita) promovida pela ministra do rosário e pelos interessados nos benefícios políticos de tal investigação. A imprensa do RS inclusive informou que tiveram que recorrer ao filho do coveiro original para tentar determinar quais restos mortais eram de quem, pois quatro corpos estavam sepultados no jazigo da família Goulart, conforme a imprensa gaúcha.
    Vamos ver o que dizem os laudos cadavéricos e parar de tirar conclusões apressadas.
    Nem o Brizola chegou a sugerir uma exumação.

  3. Joaquim Caldas disse:

    Diga-se o mesmo de Tancredo Neves? Ou de Ulisses Guimarães? O banditismo soviético continua exibindo inocência? Tão ingênuos,assassinos?!

  4. Joaquim Caldas disse:

    Quem acredita nesta Cretina Kerscthiner?

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