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Armínio fala

Em entrevista ao 'Estadão', Armínio Fraga diz que Joaquim Levy começou bem, mas 'é uma ilha de competência em um mar de mediocridade'

Armínio fala
Em entrevista ao 'Estadão, economista diz que 'está se desintoxicando da campanha' (Reprodução/Estadão)

Depois de dois meses e meio longe dos meios de comunicação e com toda razão, Armínio Fraga deu uma entrevista a jornalista Eliane Cantanhêde que será publicada na edição deste domingo do jornal o Estado de S Paulo. O título da matéria é “Levy é uma ilha em uma mar de mediocridade”.

Armínio nesta entrevista é bem direto e, na minha opinião, tem todo o direito de ser duro nas suas colocações, pois foi uma dos mais atacados de forma sórdida e desonesta pela máquina de propaganda política do PT.

Se metade do que está sendo feito tivesse sido proposto pelo PSDB, a máquina da propagada política do PT estaria fazendo muito barulho nas redes sociais e acusando o PSDB e seus aliados de “neoliberais” e de promover uma recessão. Na verdade, o Brasil no primeiro e no segundo governo Dilma terá um ciclo de baixo crescimento graças aos erros cometido de 2009 a 2014 pela antiga equipe econômica.

O mercado está reagindo positivamente as medidas anunciadas até aqui para recuperar o superávit primário, mas essa “reação” positiva não se transformou em maior perspectiva de crescimento. A última pesquisa FOCUS mostra que o mercado espera as seguintes taxas de crescimento para este e para os próximos três anos:

2015 = 0,38%; 2016=1,80%; 2017 = 2,0%; 2018 = 2,50%. Isso dá uma média de 1,67% de 2015 a 2018, valor muito próximo aos 1,6% que será a média do primeiro governo Dilma. Mas é bem possível que esses números sejam ainda piores, pois há um risco grande do crescimento este ano ser negativo próximo a -1% (projeção da MBAssociados e do Credit Suisse). Neste caso, é muito provável que a taxa média de crescimento do PIB, no segundo governo Dilma, seja at;e mesmo inferior ao primeiro.

O ajuste fiscal é a pré-condição para a retomada do crescimento em bases sustentáveis. Mas está longe de ser suficiente para ocasionar o crescimento sustentável da produtividade e do PIB que dependem de uma agenda muito mais ampla de reformas ainda incertas. Um dos grandes problemas do segundo governo Dilma é que, mesmo que faça tudo certo, o mais provável é que o crescimento médio seja baixo o que significa menor crescimento das despesas com saúde e educação e, um crescimento medíocre do salário mínimo real que será cerca de 1% ao ano – ou menos.

*Mansueto Almeida é economista do IPEA e titular do blog do Mansueto

 

Fontes:
Blog do Mansueto - Armínio Fala

3 Opiniões

  1. Áureo Ramos de Souza disse:

    O que vejo na escolha destes 39 ministérios é que não são escolhidos por saber lidar como a pasta requer, são apontados por partidos e colocam pessoas desprovidas de conhecimento. São pessoas capacitadas mais em outra área. Segundo eu li o ministro Levi tinha concessionária eis ai um exemplo.

  2. Henrique de Almeida Lara disse:

    Tenho a impressão que o Levi terá muita dificuldade para suportar as investidas dos petralhas.

  3. Honorio Tonial disse:

    A reportagem a respeito do Supremo Tribunal de Justiça, publicado na mídia brasileira assusta e deprime qualquer Brasileiro portador de um mínimo de bom senso.
    Só na quantidade veículos há um inexplicável esbanjamento.
    Serão necessários tanto funcionários e auxiliares para uma justiça tão morosa?
    Não haveria a necessidade de proceder a uma urgente reforma dessa entidade?
    O judiciário é a maior segurança de uma nação.
    Sem ele seria difícil ou impossível a convivência social.

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