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Faxina de fachada

As exonerações de mentirinha do governo Dilma

Presidente Dilma tem o hábito de demitir autoridades acusadas de corrupção ou de cometer trapalhadas apenas para reinseri-las em outros cargos poderosos

As exonerações de mentirinha do governo Dilma
Dilma mandou Patriota embora (para Nova York) e trouxe Figueiredo (de Nova York) para ocupar seu lugar (Reprodução/Internet)

O episódio da fuga do opositor boliviano Roger Pinto Molina da Embaixada brasileira em La Paz foi um grande embaraço para o governo brasileiro. Para limitar os danos diplomáticos, Dilma apressou-se em demitir o então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e criar uma comissão para investigar o incidente. O aparente castigo aplicado ao chanceler, entretanto, não passou das aparências. Como se observou, Patriota apenas trocou de cargo com o embaixador do Brasil na ONU, Luiz Alberto Figueiredo. Não foi a primeira vez que Dilma usou essa dança das cadeiras travestida de faxina para preservar sua reputação de durona enquanto mantém seus apadrinhados no poder.

Faxinado da Esplanada dos Ministérios em dezembro de 2011 por suspeitas de corrupção, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, circulava alegremente pela posse do atual titular da pasta Manoel Dias, também do PDT e indicado direto de Carlos Lupi, em março deste ano. Ao assumir o posto no lugar do interino Brizola Neto (também do PDT), Dias resgatou os principais assessores de Lupi , inclusive o secretário-executivo Paulo Roberto Pinto, que pediu demissão esta semana por suspeita de envolvimento em licitações fraudulentas.  Ou seja, Lupi e o PDT retornaram com força no cenário nacional poucos meses depois de Lupi ter sido mandado embora do mesmo ministério por suspeitas de corrupção. E o pior, as suspeitas que pesavam contra Lupi, de um suposto esquema de propina para a liberação de repasses para ONGS, é assombrosamente parecida com as suspeitas que derrubaram, apenas nesta semana, o mesmo Paulo Roberto Pinto e mais dois do alto escalão da pasta.

Outra dança das cadeiras do governo Dilma ocorreu em junho de 2011 com o ministro Luiz Sérgio, cujo desempenho vinha sendo questionado. Em meio a pressões de parlamentares da base aliada do governo, ele deixou a pasta das Relações Institucionais e foi para o Ministério da Pesca, trocando de lugar com a atual ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti.

A manobra do troca-troca não para por aí, há outros exemplos. Mas de todos, o mais alarmante (e que já vem sendo especulado) se refere ao remanejo da própria presidente da República. Se o desgaste do governo Dilma com escândalos de corrupção, protestos de rua, inflação e outras trapalhadas tornar sua eleição algo implausível, abre-se espaço para a volta daquele que nunca foi. Lula não hesitaria em voltar para disputar, já em 2014, as eleições em seu lugar.

 

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4 Opiniões

  1. jOÃO dIAS disse:

    O BRASIL PRA IR PRO BURACO SÓ PRECISA ‘DIUMA” PESSOA (ELA MORA NO ALVORADA EM BRASÍLIA) – (DF)

  2. helo disse:

    Estes artifícios são ofensivos à nação.
    Não são atitudes responsáveis nem sérias.

  3. Áureo Ramos de Souza disse:

    SENHORES DO ALTO ESCALÃO MILITAR DESTE PAÍS FAÇAM ALGUMA COISA, ISSO NÃO ESTÁ ACONTECENDO, SE NÃO FOSSE A IMPRENSA CONTINUARÍAMOS SENDO ENGANADOS.

  4. Hi Vitality disse:

    Quilindo !

    Igualzinho o clero em Roma mudando padres pedófilos de paróquia quando acusados de “impropriedades” contra os pequenos paroquianos…

    * MUITA vergonha de me dizer brasileiro…

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