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COLUNA ESPLANADA

Auxílio-reclusão consome R$ 2,1 bilhões

Nos últimos quatro anos, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desembolsou mais de R$ 2,1 bilhões para pagar o auxílio-reclusão

Auxílio-reclusão consome R$ 2,1 bilhões
O benefício está na mira do novo governo de Jair Bolsonaro (Foto: Pixabay)

Nos últimos quatro anos, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desembolsou mais de R$ 2,1 bilhões para pagar o auxílio-reclusão, beneficio ao qual têm direito dependentes de presos que contribuíram para a Previdência Social. Conforme tabela do INSS, solicitada pela Coluna, os recursos para arcar com o auxílio cresceram nos últimos três anos: R$ 452 mil, em 2015; R$ 554 mil, em 2016 e R$ 615 mil, em 2017. Até outubro, segundo órgão, o benefício já consumiu mais de R$ 510 mil. Atualmente, o valor mensal do auxílio-reclusão é de R$ 1.292,43.

Vítimas

Assunto que divide opiniões, o benefício está na mira do novo governo de Jair Bolsonaro (PSL) com a polêmica ideia de destinar os recursos para as vítimas, e não para os presos.

Emenda

Como está previsto na Constituição, o benefício só poder ser revisto por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Bolsonaro precisaria da adesão de três quintos dos parlamentares da Câmara e do Senado.

Arquivo

Em 2013, o Senado discutiu uma PEC (33) que propunha o fim do auxílio-reclusão. O texto, apoiado por mais de 27 senadores, foi arquivado dois anos depois.

Favorito

Antes divididos entre Renan Calheiros (AL) e Simone Tebet (MS), caciques do MDB agora avaliam que o ex-presidente reúne mais condições para manter o partido no comando do Senado. Se eleito, o alagoano presidirá a Casa pela quinta vez.

Aviso

Deputados e senadores da Comissão de Orçamento foram avisados pelo Tribunal de Contas da União para que dez obras custeadas com recursos federais tenham a execução paralisada. Suspeitas são de superfaturamento, projetos deficientes e sobrepreço.

Travessia & BRT

Entre as obras estão a travessia urbana nas BRs-235/407, em Juazeiro (Bahia); implantação do BRT em Palmas (TO); trechos 1 e 2 do corredor de ônibus Radial Leste, na cidade de São Paulo; obra de construção da BR-040, em Petrópolis (RJ) e a construção da Vila Olímpica de Parnaíba (PI).

Salários supremos

Já passa de 2 milhões as assinaturas do abaixo-assinado promovido pelo partido Novo para que o presidente Michel Temer vete o aumento de salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Impacto

Em uma plataforma virtual, o Novo prega que “o momento é de responsabilidade fiscal” ao lembrar que os salários passam dos atuais R$ 33 mil para R$ 39 mil, com impacto de R$ 6 bilhões por ano nas contas nacionais.

Conservação

Dirigente de Conservação da WWF Brasil, Bruno Taison, comemora o recuo do governo de Bolsonaro, que desistiu da fusão dos ministérios do Meio Ambiente e Agricultura, mas diz que o setor deve resistir a propostas que põem fim a unidades de conservação.

Veneno

Outras matérias em tramitação no Congresso que terão oposição de entidades ambientalistas são a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 215/00), que transfere à Câmara e ao Senado a aprovação das demarcações de terras indígenas; e o chamado “pacote do veneno” (PL 6299/02, que facilita o registro de agrotóxico).

À míngua

Com apenas três prefeituras em Pernambuco, de menor porte e sem verbas, o PT perdeu força no Estado. Sem nenhuma perspectiva em ocupar cargos no governo Paulo Câmara e na Prefeitura do Recife, ambos do PSB, a esperança da legenda é lançar um nome que possa vencer a disputa à prefeitura em 2020.

Arraes

Eleita deputada federal, Marília Arraes desponta como a mais provável candidata do partido. Isso se a legenda conseguir desfazer, a tempo, o mal-estar causado pelo apoio a Paulo Câmara que a tirou do páreo ao Governo este ano.

Em Minas

Filho do ex-ministro da Cultura, José Aparecido de Oliveira, o prefeito de Conceição de Mato Dentro (MG), José Fernando, terá a presença do vice-governador eleito, Paulo Brant, na festa de reinauguração da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro. Zé Fernando Aparecido, filiado ao MDB, deu apoio ao amigo Brant e ao governador eleito, Romeu Zema, do Partido Novo.

Esplanadeira

A Universidade de Brasília (UnB) e a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado realizam na terça-feira, 13, o seminário Desafios Macrofiscais a partir de 2019. Um dos painéis de discussão será a “Complexidade demográfica e Reforma da Previdência”.

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3 Opiniões

  1. Almanakut Brasil disse:

    As classes B,C e D que trabalham honestamente no Brasil pagam as regalias dos bandidos de cima e de baixo!

  2. carlos alberto martins disse:

    em nação em que se dá mais valor a um bandido que a um trabalhador a falta de ética e caráter,é permanente. nossos legisladores,provam em cima de tal fato que são compadres da bandidagem que cada vez mais tomam o poder nas mãos,haja visto que temos verdadeiro terrorismo imposto ao povo.espéro que o governo eleito nos de uma resposta de maior punição aos criadores de leis que protegem os bandidos.

  3. HENRIQUE O MOTTA disse:

    Lamentável. Trabalhei e continuo trabalhando por mais de 50 anos para ganhar uma aposentadoria de 3 salários mínimos. Vagabundos, bandidos, com a conivência do legislativo, recebem 1/3 do que eu ganho para nada fazerem além de custarem milhares de reais do dinheiro do contribuinte para serem mantidos na cadeia e seus dependentes (se é que o são) ganharem “bolsa prisão”. É realmente um país assustador no qual pessoas de bem valem muito pouco.

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