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NÚMERO INEXPRESSIVO

Baixa adesão marca protestos pró-Lava Jato

Convocados para o último domingo, 26, em várias capitais, protestos tiveram uma adesão muito abaixo da registrada nas manifestações pró-impeachment do ano passado

Baixa adesão marca protestos pró-Lava Jato
Em Brasília, cerca de 630 pessoas compareceram ao protesto na Esplanada dos Ministérios (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

As manifestações em apoio à Operação Lava Jato, convocadas para o último domingo, 26, reuniram um número inexpressivo de pessoas. Em várias capitais brasileiras, o número de participantes no protesto foi muito abaixo do registrado nas manifestações do ano passado que pediam o impeachment de Dilma Rousseff.

Na Avenida Paulista, que no ano passado reuniu mais de 1 milhão de pessoas, havia pouco mais de 10 mil presentes no último domingo, número suficiente para preencher apenas um quarteirão da via. O ato foi convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e os manifestantes trajavam as cores verde e amarelo, as mesmas usadas nos protestos do ano passado.

Entre os políticos atacados pelos manifestantes estavam os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE); o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). O presidente Michel Temer foi poupado pelos manifestantes.

Em entrevista ao El País, o líder do movimento, Kim Kataguiri, minimizou a baixa adesão. Segundo ele, era evidente que o número de pessoas seria menor que o do ano passado, pois o impeachment era uma bandeira histórica. Ele disse que o MBL vai medir a repercussão do protesto de domingo antes marcar data para novas manifestações.

No Rio de Janeiro, os protestos foram convocados pelo Movimento Vem Pra Rua, também responsável por convocar os protestos pró-impeachment do ano passado. A adesão também foi abaixo do esperado, com centenas de pessoas reunidas na orla de Copacabana. Em discurso, o humorista Marcelo Madureira disse que, se a Lava Jato for até o final, “talvez nós tenhamos chance de, juntos, construirmos uma grande nação”, mas ressaltou que a luta contra a corrupção depende, antes de tudo, do cidadão. “Cidadania é, antes de tudo, uma obrigação. Sabemos que é nossa obrigação de cidadão lutar pelo futuro da nossa pátria, por tempos melhores para nós, para os nossos filhos e para nossos netos”, disse o humorista.

Em Brasília, cerca de 630 pessoas compareceram ao protesto na Esplanada dos Ministérios. O número ficou muito abaixo dos 40 mil reunidos no ano passado, nos protestos contra Dilma. O protesto também foi convocado pelo Movimento Vem Pra Rua e criticou propostas como a de voto em lista fechada no Congresso, financiamento público de campanha e anistia ao caixa dois. Os manifestantes exaltaram o juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força tarefa da Lava Jato no ministério Público. O ato terminou com um enterro simbólico da chamada velha política.

Em Curitiba, o protesto reuniu cerca de 4 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Os organizadores, no entanto, calcularam uma presença de 10 mil manifestantes. O protesto contou com uma imensa faixa nas cores verde e amarela carregada pelos manifestantes.

Fontes:
Congresso em Foco-Com números inexpressivos em todo o país, manifestações pouparam Temer

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5 Opiniões

  1. maria disse:

    Fracasso total…..Era uma vez um juiz chamado Sérgio Moro que julgou os
    processos do Banco do Estado do Paraná (Banestado). Assim como na Lava
    Jato, o caso do Banestado (520 bilhões)teve uma força-tarefa,
    investigadores, procuradores, delatores, grupos empresariais e
    empreiteiras.Mas no cerne da investigação estavam políticos do PSDB,
    tucanos de pura linhagem que tiveram os seus crimes prescritos pela
    Justiça. Viva o “herói” midiatico da Lava-Jato

  2. olbe disse:

    A foto que devia aparecer hoje nas manchetes do jornal O GLOBO devia ser a praia de Copacabana com um grupo protestando e na praia a mesma quantidade de pessoas na praia…Elas saíram de casa numa cidade que “da praia o ano inteiro” mas não foram protestar contra o que está acontecendo no Brasil…Conclusão: está todo mundo feliz, ninguém tem nada pra reclamar..e a prova foi as multidões que brincaram nas ruas do Rio de Janeiro fazendo quase 40 graus !!!!

  3. Áureo Ramos de Souza disse:

    Com o impeachment a coisa foi para tirar a sócia de LUla D. Dilma e agora a coisa mudou, esperem que na próxima a coisa vai pegar fogo. Como diz um texto bíblico MUITOS SERÃO CHAMADOS E POUCOS SERÃO ESCOLHIDOS. No Brasil a coisa tá feia.

  4. Carlos U Pozzobon disse:

    Notícia escandalosamente falsa, deformada, desinformada e suspeita. Primeiro, quem convocou as manifestações em Sampa não foi o MBL exclusivamente. A convocação foi feita por MBL, VPR, NasRuas, e diversos grupos participantes da Aliança dos Movimentos Democráticos. Segundo, em um domingo ensolarado qualquer existem milhares de pessoas caminhando pela Paulista do Paraíso à Consolação. Como poderia existir apenas 10 mil na manifestação de domingo? Além disso, haviam cinco carros de som, com concentrações diferenciadas, a maior delas em torno do Vem Pra Rua. Uma olhada (atenção jornalistas, vocês tem obrigação de olhar!) no facebook DÁ PARA TER UMA NOÇÃO DAS MILHARES DE PESSOAS APINHADAS EM FRENTE AO MASP! Quem participou da manifestação, e esteve entre 15 E 17:30 hs sabe que a Paulista estava lotada nos quarteirões próximos do MASP. Para espanto de todos os que testemunharam o evento, o G1 apresentou uma reportagem com fotos tiradas durante a manhã na Paulista!!! Um escárnio contra os movimentos que FIZERAM O IMPEACHMENT, e que deveriam receber um mínimo de respeito pela mídia, já que foram os protagonistas do fim de uma era no Brasil que não ocorreria não fosse os recorrentes protestos contra a corrupção generalizada que se apossou do poder. Só porque não repetiu as multidões de março do ano passado não significa que tenha sido uma derrota desses movimentos. Ao contrário, já se sabia que a agenda era dispersa e não havia um leitmotiv contundente capaz de provocar a adesão multitudinária com que Dilma foi derrubada. Se no Rio o movimento foi fraco e menor que o esperado, o mesmo não se pode dizer de Sampa, Belo Horizonte, Floripa, Ribeirão Preto e as pequenas cidades do interior, que sim, com algumas dezenas de manifestantes foram capazes de aderir a movimento cívico. Lamentavelmente a imprensa mais uma vez se coloca contra a Nação, copiando notícias de órgãos sabidamente domesticados para escrachar com a retidão daqueles a quem o recebimento de propinas nos órgãos de mídia repugna o espírito vigilante da brasilidade, e que representa os anseios da maioria pelo fim do foro privilegiado, do voto em lista e do inexplicável privilégio desfrutado por Lula, com seu quartel-general preso e andando por aí insultando a liberdade, a ordem legal e a decência moral.

  5. Rogerio Faria disse:

    O povão está cansado…
    É carnaval, eliminatórias para a copa da Rússia, lolapalooza, Justin Bieber e agora se preparando para o Rock in Rio.
    Realmente cansa.

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