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Previsão do PIB

Banco Central reduz projeção do PIB em 2013

As projeções passaram de crescimento do Produto Interno Bruto de 3,1% em março, para 2,5% em setembro

Banco Central reduz projeção do PIB em 2013
A inflação deve começar a ceder lentamente no mandato do próximo presidente (Reprodução/internet)

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Em 2013, o Brasil vai crescer menos do que as projeções feitas nos últimos meses e não deve acelerar o ritmo até 2014, segundo novas projeções do Banco Central (BC) divulgadas nesta segunda-feira, 30.  Para a autoridade monetária, o Brasil vai fechar o terceiro ano do governo Dilma com uma alta de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção do BC em julho era de um crescimento de 2,7%, e a previsão de março era ainda maior, de 3,1%. As projeções mais pessimistas da economia constam no Relatório Trimestral de Inflação de setembro.

Novas expectativas sobre a inflação também foram divulgadas. Ela deve ser um  pouco menor do que esperado neste ano, mas ainda se mantém em patamares elevados. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, caiu  de 6% para 5,8% para o fechamento do ano. Ao longo de 2013, o presidente do BC, Alexandre Tombini, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeram em várias ocasiões uma inflação menor em 2013 do que em 2012. A queda da inflação este ano também foi uma promessa da presidente Dilma. Mesmo com o recuo, a estimativa do IPCA ao final deste ano está ainda muito distante do centro da meta de inflação estabelecida pelo próprio governo, de 4,5%.

Para o  economista e diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica da Casa das Garças, Edmar Bacha, o Brasil está isolado economicamente. Em relação ao comércio internacional, as exportações nacionais são apenas 12,5% do PIB, que representam menos que 1,3% do total mundial em 2012. Medido pelo PIB, o Brasil responde por 3,3% do total do mundo – número 2,5 vezes maior que sua participação nas exportações mundiais.

Para o especialista “enquanto acordos de preferência comercial proliferam mundo afora, o Brasil permanece atado à letargia do Mercosul. Agora que um brasileiro está dirigindo a Organização Mundial do Comércio, é boa hora de reavaliar essa política de isolamento e promover maior integração do país ao comércio internacional”.

Na análise, Bacha traça algumas diretrizes que o país poderia tomar para se integrar melhor ao comércio internacional. Leia Mais: Abrir ou abrir, eis a questão

A inflação deve começar a ceder lentamente no mandato do próximo presidente, já que o BC projeta que a inflação se manterá em 5,6%  no primeiro e no segundo trimestre de 2015. No entanto, a projeção é maior que a do relatório anterior, quando o IPCA para os dois trimestres era estimado em 5,4%.

Dólar

O BC está em processo de aperto das condições monetárias para combater a alta dos preços ao consumidor. Apesar de a inflação dar sinais de controle, após dois meses seguidos de resultados baixos, a disparada do dólar em relação ao real é uma das principiais fontes de pressão no curto prazo. Do final de abril até a última sexta-feira, o dólar acumulou alta de 12,8%.

O BC passou a usar uma cotação para o dólar de R$ 2,35, segundo o Relatório Trimestral de Inflação. O valor é menor do que a última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), no qual o cenário de referência levou em consideração uma taxa de câmbio de R$ 2,40 e taxa Selic em 8,50%. No relatório de inflação anterior, de junho, o parâmetro utilizado no cenário de referência era de R$ 2,10.

O dólar chegou a bater a marca de R$ 2,45 — valor recorde em cinco anos. Mas, no dia 22 de agosto, o BC anunciou um programa de US$ 100 bilhões para dar liquidez ao mercado cambial, o que freou a subida da moeda norte-americana.

 

Fontes:
Estadão-Banco Central diminui projeção de alta do PIB em 2013 para 2,5%
Valor Econômico-Para Mantega, economia brasileira melhora gradualmente
Reuters-BC reduz projeção de crescimento do PIB do Brasil a 2,5% em 2013

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