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Obituário

Barbara Heliodora morre aos 91 anos

Crítica teatral conhecida como ‘Dama de Ferro’ estava internada desde março no Hospital Samaritano, em Botafogo

Barbara Heliodora morre aos 91 anos
'O teatro é um documentário perfeito da história do ocidente. Você lendo as peças você vai acompanhar o desenvolvimento do ocidente exatamente. Os autores teatrais acabam refletindo exatamente a história toda' (Reprodução/Pixabay)

A crítica teatral Barbara Heliodora morreu nesta sexta-feira, 10, no Hospital Samaritano, em Botafogo, onde estava internada desde março. A crítica de teatro tinha 91 anos. Ela deixa três filhas (de dois casamentos) e quatro netos.

Filha da poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça e do historiador Marcos Carneiro de Mendonça, a crítica teatral e tradutora Barbara Heliodora se transformou em uma das maiores conhecedoras da obra de William Shakespeare no Brasil.

Ela conquistou respeito e prestígio em sua carreira no Jornal do Brasil, onde trabalhou até 1964. Barbara era responsável pela resenha de teatro do jornal. Seus artigos e críticas eram conhecidos pelo rigor, não era a toa que a classe teatral brasileira se referia a ela como a “Dama de Ferro”.

Ela deixou o dia a dia do jornalismo apenas no final de 2013. Mesmo sem a rotina de escrever diariamente sobre teatro, Barbara continuou a fazer traduções e a participar de mesas de debate sobre Shakespeare, em reuniões semanais em sua casa, no Largo do Boticário.

Barbara também fez direção, adaptação e tradução de diversas obras. Um de seus maiores desafios foi a tradução de mais de 30 peças de Shakespeare para o português. Além disso, ela escreveu seis livros ao longo da carreira.

Em uma de suas últimas entrevistas, disse: “O teatro é um documentário perfeito da história do Ocidente. Você lendo as peças você vai acompanhar o desenvolvimento do Ocidente exatamente. Os autores teatrais acabam refletindo exatamente a história toda”.

 

Fontes:
G1-Morre a crítica teatral Barbara Heliodora, aos 91 anos, no Rio

2 Opiniões

  1. Pereira disse:

    Normalmente a mediocridade não aceita críticas. Por isso ela incomodava tanto.

  2. olbe disse:

    Acabou, o Brasil perde a sua última e competente critica de teatro. Ela era temida mas não era injusta, conhecia teatro como ninguém não perseguia as pessoas, independente de quem fossem ela fazia sua critica honesta e competente. Grande perda mas devia estar sofrendo muito.

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