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Coluna Esplanada

Base cobra novo Governo e reforma ministerial

O recado da base em encontro nesta quarta com Michel Temer foi claro: Dilma deve fazer uma reforma ministerial urgente

Base cobra novo Governo e reforma ministerial
Temer se reuniu nesta quarta com líderes da base governista (Fonte: Reprodução/Elza Fiúza/Agência Brasil)

O encontro dos líderes da base governista ontem com o vice-presidente Michel Temer foi apelidado de reunião do fim do mundo. Todos se viraram contra o PT e o Governo, até um inesperado PCdoB, maior aliado dos petistas. Temer ouviu um rosário de reclamações. O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), abriu a reunião falando em sistema exaurido, e o do PCdoB, Orlando Silva (SP), fechou citando ‘nova arquitetura’ e ‘recomeçar o jogo do zero’. O recado da base foi claro: Dilma deve fazer uma reforma ministerial urgente. Temer prometeu levar à presidente e apresentar uma saída.

Até tu!?

Surpreendendo a todos, o ministro de fato da Articulação, Eliseu Padilha (PMDB-RS), avisou que deixa o cargo se nada for ‘resolvido em 15 dias’.

Na cara

Rogério Rosso, líder do PSD, foi o mais franco e direto. Virou-se para Temer, na frente de todos, agradeceu seu empenho, mas soltou que ‘você não vai conseguir resolver isso’.

Tá explicado

No bojo das reclamações da base está a crise na economia e o ministério montado por Dilma. As emendas não são pagas, e os ministros são da cota dela, não das bancadas.

Brasil das máquinas

O setor de indústria de máquinas e equipamentos faz pressão no Congresso. Levou centenas de empresários a Brasília contra a oneração da folha. Os empresários dizem que muitos construtores compraram equipamentos para contratos em obras federais em rodovias, com o PAC, e estão entregando ou falindo com as obras paradas.

Morte da CPI

A CPI do Swissleaks teve morte decretada quando a maioria dos senadores negou a quebra de sigilo fiscal da família Barata e de outros empresários. Descobririam, por exemplo, o império da família carioca em Portugal, com a maior rede de hotéis e de ônibus urbanos do país.

Bye, bye

Ninguém mais fala no Senado da CPI do Swissleaks, que apura a suposta evasão de dinheiro em contas secretas no HSBC na Suíça. Com a compra pelo Bradesco, o assunto morreu no Congresso.

Reestart

A equipe econômica avisou a Dilma que a melhor previsão de recuperação da economia passou para 2017. Com chances de o País respirar um pouco em março de 2016.

Vai começar

Márcio Alvino (PR-SP) será o relator da CPI do BNDES na Câmara. O presidente Marcos Rotta (PMDB-AM) pretende fazer reuniões todas as terças e quintas.

A conferir

Com o PT fora da mesa, há especulação de que será uma CPI ‘da oposição’. Rotta dá uma dica de que ‘haverá imparcialidade total’: ‘Temos uma série de denúncias que precisam ser esclarecidas, mas preservando a seriedade da instituição.

Saída de emergência

Os vice-líderes da base governista se reuniriam ontem para entregar os cargos, tamanha a confusão no Governo. Depois da reunião com Temer, decidiram ficar por ora. Descobriram que o cenário é muito pior.

PT em baixa

Expoentes da base governista citam Ricardo Barros (PP-SP) como nome de consenso que pode substituir José Guimarães (PT-CE) como líder do Governo se necessário. Embora a base não seja o problema, e sim o Governo, diz o líder Picciani (PMDB).

Hum, tá bom…

O Ministério da Saúde avisa que as universidades escolhidas para abrir cursos de medicina ‘foram selecionadas por meio de critérios constantes em edital do MEC’, com procedimento imparcial. A Uninove, com amigos petistas, ganhou cinco cursos.

Agora vai!

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) decidiu processar criminalmente o ex-senador e agora desafeto Demóstenes Torres, por acusações sobre caixa 2 no artigo publicado em Goiás. Passada a fase de interpelação, Demóstenes não apresentou as provas.

A dois

No domingo, Demóstenes foi visto almoçando com seu advogado, Antônio Carlos de Almeida, o Kakay, na estância turística de Pirenópolis (GO).

Ponto Final

Lula está preocupado com o abandono de José Dirceu oficialmente pelo PT. Como notório, lembram o último que abandonaram: o delator do mensalão Roberto Jefferson.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

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