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Bibliotecas investem em inovação, mas esbarram em descaso

Bibliotecas brasileiras se reinventam, mas ainda enfrentam o baixo índice de leitores e a falta de investimento

Bibliotecas investem em inovação, mas esbarram em descaso
Biblioteca de Manguinhos oferece espaço para interação e cursos técnicos (Fonte: Reprodução/Internet)

Nos últimos anos, as bibliotecas brasileiras vêm tentando combater o declínio no número de visitantes e a falta de verbas investindo em novos formatos que acompanham as tendências internacionais.

As bibliotecas deixaram de ser apenas um espaço para leitura e se tornaram verdadeiros locais de convivência, com espaços culturais, cafés e laboratórios. O objetivo é atrair mais visitantes e fazer das bibliotecas um centro de referência sociocultural.

A ideia é acompanhar os formatos que estão sendo criados fora do Brasil como, por exemplo, a futura  biblioteca de Aarhus, que está sendo construída na Dinamarca. O local será parte de um grande complexo urbano que contará com repartições públicas, espaços para shows, cursos, reuniões e áreas para serem alugadas à iniciativa privada. Segundo a gerente do projeto, Marie Ostergard, o objetivo é mostrar que a biblioteca vai além de uma coleção de livros. “É um local de experiências e serviços. Notamos que precisávamos dar mais espaço para as pessoas fazerem suas próprias atividades ou para se encontrar”, diz Marie.

No Brasil, a biblioteca de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e a do Carandiru, em São Paulo, são exemplos dessa iniciativa. Localizada onde antes ficava o complexo penitenciário do Carandiru, a Biblioteca de São Paulo conta com laptops, salas para exibições de DVDs e lanchonetes. Já a de Manguinhos segue o formato de biblioteca-parque, com espaços culturais, sala de reunião, laboratórios e cursos.

Falta de incentivo à leitura e descaso comprometem a iniciativa

Contudo, as iniciativas de inovações e reformas de modernização esbarram na falta de incentivo à leitura e no déficit de bibliotecas nas escolas. Uma pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro em 2011 apontou que o brasileiro lê em média quatro livros por ano, enquanto o norte-americano lê uma média de 17.

A falta de público leitor faz com que muitas bibliotecas permaneçam às moscas por grande parte do tempo. Segundo Adriana Ferrari, coordenadora da unidade de bibliotecas da Secretaria da Cultura paulista, o baixo índice de leitura se deve mais ao pouco investimento no setor do que ao desinteresse da população. “Na Biblioteca de São Paulo, recebemos 30 mil visitantes por mês, pessoas que têm algum relacionamento com o livro. Mas no Brasil, montam-se três estantes e chamam de biblioteca. É preciso qualificar as bibliotecas para que as futuras gerações estejam expostas ao livro”, explica Adriana.

Fontes:
BBC - No Brasil, bibliotecas inovadoras convivem com quadro de descaso
Terra - Na berlinda, bibliotecas se reinventam no Brasil e no mundo

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1 Opinião

  1. J.Firminio disse:

    .
    Evoluir é preciso . . . .
    Será que ninguém notou que é preciso fazer os Jovens
    terem maior relacionamento com ” Livros ” ?
    Os políticos mantendo a Anti-Cultura, “para
    manter o poder” … vai manter o BRASIL,
    eternamente, como “colônia” . . . .
    Que destino !
    Que DEUS Salve o nosso Querido BRASIL . . . .

    Um Grande Abraço.

    J.Firminio.

    .

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