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Boicote contra YouTube divide grandes anunciantes brasileiros

Boicote começou no Reino Unido depois que reportagens do ‘Times’ denunciaram que os anúncios estavam sendo veiculados em páginas e vídeos de extremistas

Boicote contra YouTube divide grandes anunciantes brasileiros
Os produtores dos vídeos recebem parte do dinheiro que os anunciantes pagam ao Google (Foto: Pixabay)

O boicote contra o Youtube, do Google, já alcançou diversas marcas pelo mundo. No entanto, os grandes anunciantes brasileiros estão divididos.

No último mês, anunciantes britânicos boicotaram a empresa de tecnologia porque a publicidade comprada pelos anunciantes estava sendo veiculada em páginas e vídeos do Youtube vinculados a organizações extremistas ou com discursos de ódio. Em resposta ao boicote, a unidade britânica da empresa de tecnologia iniciou ”uma revisão completa das políticas de anúncios publicitários e de controles de marca”.

Situação brasileira

O Banco Itaú diz que continua na plataforma, mas atento: “Apesar de nossos anúncios não terem sido veiculados em espaços inadequados, estamos acompanhando de perto a situação e acreditamos que o Google tomará todas as medidas necessárias para que exposições desse tipo não voltem a acontecer”. A instituição acrescenta que “repudia qualquer tipo de ligação direta ou indireta com manifestações que incitem ódio e discriminação”.

Já a PepsiCo disse ter deixado de veicular publicidade no YouTube no Brasil: “Ficamos preocupados e desapontados com a inserção de anúncios de nossas marcas em vídeos que promovem o ódio e têm conteúdo ofensivo. [Tomamos] medidas imediatas para remover toda a publicidade de plataformas que não sejam de busca até que o Google possa garantir que não aconteça novamente”.

O Google Brasil disse que vai revisar sua política de anúncios. “Não comentamos casos individuais, mas, conforme anunciado, iniciamos uma ampla revisão de nossas políticas de anúncios e assumimos o compromisso público de implementar mudanças que forneçam às marcas mais controle sobre onde seus anúncios são exibidos. […] Como parte do nosso compromisso de proporcionar ainda mais transparência e visibilidade aos nossos parceiros de publicidade, começaremos a oferecer relatórios de segurança de marca no YouTube feitos por instituições reconhecidas no mercado”.

O boicote começou depois de uma série de reportagens do “Times” de Londres denunciar que encontrou anúncios de grandes marcas junto a vídeos de grupos extremistas, como o Estado Islâmico e o neonazista Combat 18. Os produtores dos vídeos recebem parte do dinheiro que os anunciantes pagam ao Google.

Fontes:
Folha de S.Paulo-Boicote ao YouTube divide grandes anunciantes no Brasil
Folha de S.Paulo-Empresas boicotam Google por anúncios junto a páginas extremistas

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