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Eleições 2014

Bolsa-Família entra na berlinda por uso eleitoreiro

Proposta polêmica visa tirar o peso do voto em favor da continuidade do programa de transferência de renda

Bolsa-Família entra na berlinda por uso eleitoreiro
Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (PR) propõe que os beneficiários de qualquer programa de transferência de renda não tenham o direito a voto (Reprodução/Internet)

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O Bolsa Família (BF) é um programa de transferência direta de renda que integra o plano Brasil sem Miséria e que atende a famílias em situação de pobreza, com renda per capita inferior a R$ 70 mensais. A exemplo de outras iniciativas, como o Bolsa Escola, o Auxílio Gás, o Prouni, o Pronatec, o Auxílio-Reclusão, o Minha Casa Minha Vida ou o Vale Gás, o Bolsa Família consiste em ajuda financeira direta ou indireta. O BF requer como contrapartida que os beneficiários mantenham seus dependentes vacinados e na escola.

Considerado uma das principais iniciativas de combate à pobreza em todo o mundo pela revista Economist, o programa recebeu a atenção de governos de diversos países. Há três anos, a presidente Dilma Rousseff anunciou a expansão do BF, atendendo a mais de 13 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema.

Apesar disso, o programa está longe de ser uma unanimidade, uma vez que tem forte apelo eleitoral e atinge direta ou indiretamente 23% do eleitorado. Tática usual da campanha de Dilma tem sido a de consolidar os votos dos bolsistas e acenar que outro candidato – Marina ou Aécio – poderia representar o fim do programa. É a tática do medo.

Talvez por isso, a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (PR) esteja propondo que os beneficiários de qualquer programa de transferência de renda – como o BF – não tenham o direito a voto nas esferas municipal, estadual ou federal. A entidade entende que o benefício contamina o processo eleitoral e vicia o eleitor que interpreta a continuidade do Governo cedente à manutenção do benefício.

O polêmico documento provocou reações e recebeu críticas por ferir direitos previstos na Constituição. Porém, a ideia acende os holofotes e promove uma discussão sobre o tema. E o debate não seria banal. Dentro desta lógica, banqueiros que financiam campanhas e pesquisadores com bolsas de estudo científicas – algumas até internacionais – entrariam no mesmo balaio dos excluídos?

É uma discussão que poderá levar à saudável à revisão do grande número de benefícios que divide o país em castas, sem considerar outros fatores que não os econômicos – como a idade ou integridade física do cidadão, por exemplo.

O leitor do Opinião e Notícia acha que cabe essa discussão?

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6 Opiniões

  1. inácio Soares disse:

    Com este programa a Dilma faz a festa, Só que tem pessoas que já passou a sua renda para terceiro ´a fim de enquadrar no programa.

  2. DJALMA P BENTES disse:

    O BF além dos beneficiários, interessa muito mais aos que estão no poder neste momento. Esse programa importante não deve ser eterno. Em muitos casos é desestimulante ao trabalho. Passado esse tempo de vigência deve ter um estudo mais apurado para sua manutenção e incluir outras bases para o beneficiário.

  3. Henrique de Almeida Lara disse:

    Que Bolsa Família é eleitoreira, não há dúvida. Mesmo que a intenção inicial tenha sido outra, ela acabou sendo eleitoreira. E seus autores gostaram dessa metamorfose. Estendendo um pouco além: Eis mais um motivo para se eliminar de vez esse respulsivo instituto da reeleição, pois a patente falta de ética na sociedade brasileira nutre o descontraído uso da máquina do Estado para realização de campanha eleitoral por parte de quem está no poder.

  4. helo disse:

    Programa ótimo destruído pelo governo. As vésperas das eleições se aumenta o bolsa detento, o bolsa família, injustamente não fiscalizados. Este governo pensa menos no jovem, na saúde ena educação, e pensa em si e no poder. Depois tudo ficará mal para todo mundo, e não haverá bolsa que resolva a tragédia da inflação. Agora querem por a culpa toda no Mantega. Ele pode não ser bom, mas assim já é demais. Erraram todos. Quando a economia vai mal, há uma grande insatisfação, o governo fica mal.

  5. Ludwig Von Drake disse:

    À unanimidade celebram o bolsa família como algo grandioso, sendo que era para se lamentar existirem tantas pessoas necessitando de alguns míseros tostões.

  6. Silvio Joaquim disse:

    Isso é fácil de resolver é só condenar a PRISÃO PERPETUA os envolvidos no PETRORLÃO.

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