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GERÊNCIA DE INTELIGÊNCIA

Bolsonaro defende ascensão de ‘amigo particular’ na Petrobras

Petrobras informou que o capitão-tenente Victor Nagem foi escolhido pelo seu currículo, afirmando que o governo não interferiu no caso

Bolsonaro defende ascensão de ‘amigo particular’ na Petrobras
Através das redes sociais, Jair e Carlos Bolsonaro ironizam cobertura da imprensa (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu a ascensão do seu amigo pessoal Carlos Victor Guerra Nagem na Petrobras. Capitão-tenente da reserva da Marinha, Nagem foi indicado para a gerência de inteligência e segurança da empresa, posto com um salário de cerca de R$ 50 mil.

“Victor Nagem, capitão da Marinha, mestre em Adm. pela Coppead/UFRJ e funcionário da Petrobras há 11 anos, assumirá a Gerência Executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da empresa. Apesar de brilhante currículo, setores da imprensa dizem que é apenas ‘amigo de Bolsonaro’”, escreveu o presidente nas redes sociais. Em seguida, Bolsonaro pediu “desculpas” em tom de ironia por “não estar indicando inimigos”.

 

Foto: Jair Bolsonaro/Twitter

 

Nagem é o terceiro caso na gestão de Bolsonaro envolvendo a ascensão de uma pessoa com ligação pessoal com membros do governo a cargos com altos salários. Anteriormente, o filho do vice-presidente Hamilton Mourão, Antônio Mourão, foi promovido a assessor do presidente no Banco do Brasil, apenas um dia após a posse do mesmo. Em seguida, Alecxandro Pinho Carreiro, pessoa próxima do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi alçado à presidência da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). A ascensão foi envolta em polêmica, uma vez que Carreiro não tem experiência em comércio exterior nem fluência em inglês, como exige o cargo. Ele ficou apenas oito dias no cargo até ter a demissão anunciada pelo chanceler Ernesto Araújo. A princípio, Carreiro se recusou a aceitar a demissão e foi trabalhar normalmente. Ele afirmou que Araújo não tinha autoridade para demiti-lo, mas sim o presidente. Horas depois a demissão foi confirmada por Bolsonaro.

Victor Nagem concorreu, sem sucesso, em duas eleições. Em 2002, ele tentou se eleger deputado federal pelo Paraná. Em 2016, tentou se eleger vereador em Curitiba. Nas duas ocasiões, usou “Capitão Victor” como nome político. Quando concorria ao cargo de vereador por Curitiba (PR), Bolsonaro gravou um vídeo de apoio, pedindo votos para o então candidato.

“É um homem, um cidadão que conheço há quase 30 anos. Um homem de respeito, que vai estar à disposição de vocês na Câmara lutando pelos valores familiares. E, quem sabe no futuro, tendo mais uma opção para nos acompanhar até Brasília”, afirmou Bolsonaro, destacando que o candidato era seu “amigo particular”.

A Petrobras nega qualquer tipo de interferência de Bolsonaro na indicação de Victor Nagem ao cargo. Segundo a empresa, a escolha foi baseada em seu currículo. Em nota, a Petrobras apontou que o capitão-tenente da reserva é mestre em administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é funcionário da empresa há 11 anos e atua na área de Segurança Corporativa há seis anos.

Carlos Bolsonaro sai em defesa do defesa pai

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, que tem atuado como uma espécie de “porta-voz” da família Bolsonaro, também usou as redes sociais para ironizar a cobertura da imprensa sobre ascensões de pessoas com laços pessoais a cargos.

Fontes:
Congresso em Foco-“Amigo particular” de Bolsonaro é indicado para gerência na Petrobras com salário de R$ 50 mil

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1 Opinião

  1. Beraldo disse:

    Os Bolsoninhos são exatamente iguais ao pai no item “inteligência”, ou seja, são tanto quanto burrinhos.

    Pra eles, incluindo o pai, o Brasil é uma província, que lhes pertence.

    Ridículos!!!

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