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DEMARCAÇÃO DE TERRAS

Bolsonaro diz que se eleito irá acabar com reservas indígenas

Para pré-candidato presidencial, reservas indígenas e comunidades quilombolas atrapalham a economia do país. Deputado também criticou refugiados

Bolsonaro diz que se eleito irá acabar com reservas indígenas
'Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí', disse Bolsonaro (Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil)

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O deputado federal e possível candidato à Presidência da República em 2018, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), afirmou que irá acabar com todas as reservas indígenas e comunidades quilombolas no país caso seja eleito. Ele ainda garantiu que irá terminar com o financiamento público para Organizações Não-Governamentais (ONGs) e defendeu que todo brasileiro tenha uma arma de fogo.

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As declarações foram feitas durante uma palestra realizada no clube Hebraica, do Rio de Janeiro. No mês passado, o parlamentar teve uma palestra cancelada na sede paulista da Hebraica por conta da indignação de parte da comunidade judaica com o evento. Bolsonaro discursou por uma hora no auditório do clube no Rio, apesar dos protestos na sede carioca.

“Pode ter certeza que se eu chegar lá [Presidência da República] não vai ter dinheiro pra ONG. Se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola”, declarou o deputado.

Para ele, a política de demarcação de terras atrapalha a economia do país. “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí”, afirmou. “Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gasto com eles”, acrescentou.

Em boa parte da palestra, Bolsonaro atacou os ex-presidentes petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e suas medidas. “Tinha lá uma ensacadora de vento na presidência. Não precisa falar mais nada. Tínhamos outro energúmeno que não sabia contar até dez porque não tinha um dedo. Uma vergonha para o nosso Brasil!”

No entanto, também direcionou críticas à cúpula do PSDB e até mesmo seu próprio partido. “Eu não posso afirmar nada, mas de acordo com os delatores toda a cúpula tá na Lava Jato. Se é verdade ou não, não sei. Mas eu não vou criticar o PSDB, porque o meu PSC, quando abrir de vez a tampa da latrina…”, disse o deputado.

Bolsonaro ainda criticou os refugiados e afirmou que o país não pode “abrir as portas para todo o mundo”. No entanto, não atacou todos os estrangeiros. “Alguém já viu algum japonês pedindo esmola? É uma raça que tem vergonha na cara!”, completou.

Fontes:
Estado de S. Paulo-'Não podemos abrir as portas para todo mundo', diz Bolsonaro em palestra na Hebraica
Brasil 247-Bolsonaro diz que vai acabar com reservas indígenas e comunidades quilombolas

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7 Opiniões

  1. Ronaldo Junior disse:

    Porque demorou tanto para aparecer alguém que defenda coisas tão básicas e importantes para o o povo e para o Brasil?

    Estamos, minha família e eu, com Bolsonaro 2018!

  2. Markut disse:

    Vamos ter agora um Trump botocudo? Era o que faltava!

  3. Beraldo disse:

    Por estúpido, já começa perdendo os votos da maioria dos brasileiros, em cujas veias corre sangue africano.

    Por diversos outros motivos, todos relacionados com a sua estupidez,não terá tambem os votos de grande parte dos brasileiros, principalmente trabalhadores mais simples.

    Fora NAZISTA!!!

  4. Natanael Ferraz disse:

    O Bolsonaro está certo: essa ideia de reserva e quilombo era útil até o século XIX, já estamos no século XXI.

  5. xhenrique disse:

    falou a verdade, nunca vi um indio que não fosse obeso

  6. Sandro disse:

    LIXO. E quem o apóia é lixo. Lixo a gente joga fora.

  7. Marluizo disse:

    Eleições! Quem vai antecipar plano de governo antes da eleição para mudar.
    O subdesenvolvimento brasileiro que perpetua neste antigo sistema econômico colonial, exaurindo as riquezas naturais do território, nesse sistema espoliador que tende permitir a transferência da renda resultante da força de trabalho da população em favorecimento aos grupos bem articulados que adquirem altos valores, signatários da apropriação centralizada da renda econômica do país, sendo destinados aos interesses dos gestores nacionais apreciadores dos brilhantes alheios e mercados internacionais que conjuntamente são patrocinadores da manutenção deste antigo sistema de governo. Que não permite o desenvolvimento social do Brasil há 517 anos.
    Neste sistema eleitoral sem antecipados planos administrativos de governabilidade, os eleitores votam escolhendo os candidatos, os candidatos eleitos escolhem os interesses de permanecerem sendo eleitos.
    Porquanto através da isolada escolha por voto não é possível eliminar esse antigo sistema administrativo político econômico que está sempre estabelecido pós-eleição, onde eles, periodicamente formam esse modelo de democracia de interesses políticos de grupos eleitoral, independente da vontade do eleitor, prevalecendo através deste antigo sistema à manutenção do poder de estar sempre apropriando indiscriminadamente os valores que deveriam ser destinados ao desenvolvimento social do país.
    Para eliminar esses interesses pessoais e de grupos na apropriação dos bens público, é preciso ser implantando um determinado moderno sistema de gestão políticas administrativas econômicas preestabelecidas, indicando aos postulantes dos cargos de poderes públicos diretrizes a cumprirem para permanecerem no cargo ocupado, desta forma eliminaria estes persistentes espoliadores, para ser possível permitir que a renda resultante da força de trabalho da população brasileira transforme o território em Nação.

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