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PRECONCEITO E MISOGINIA

Bolsonaro veta diversidade e subestima turismo sexual

Presidente veta campanha do Banco do Brasil sobre diversidade e diz que se alguém quiser vir para o Brasil ‘fazer sexo com mulher, fique à vontade’

Bolsonaro veta diversidade e subestima turismo sexual
Em apenas um dia, presidente expressou preconceito e misoginia (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro conseguiu na última quinta-feira, 25, dar uma prova de duas das principais características atribuídas a ele: preconceito e misoginia.

O feito veio através de duas empreitadas. Em uma delas, Bolsonaro ordenou a retirada de circulação de uma campanha publicitária pró-diversidade. Na outra, ele expressou sua aversão a gays e subestimou o turismo sexual no Brasil.

A campanha publicitária em questão foi lançada pelo Banco do Brasil. No intuito de atrair o público mais jovem, o banco veiculou uma campanha protagonizada por atores e atrizes negros, além de jovens com visual alternativo. Ao levantar a bandeira da diversidade racial e sexual, o banco visava atrair correntistas jovens.

Porém, a campanha desagradou Bolsonaro. Segundo noticiou o colunista Lauro Jardim, do Globo, Bolsonaro ligou pessoalmente para o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, para se queixar da peça. Após o telefonema, a campanha foi retirada de circulação. O episódio custou a cabeça do diretor de Comunicação e Marketing do Banco do Brasil, Delano Valentim, que foi demitido do cargo.

A medida tem potencial para se tornar um “tiro no pé”, uma vez que o veto à campanha tem potencial para afastar o público jovem do banco, gerando, assim, perda de lucro.

Como resultado do imbróglio, o governo decidiu que, a partir de agora, todas as agências de publicidade contratadas para criar campanhas para o governo federal deverão submeter a peça em questão à aprovação da Secretaria de Comunicação Social (Secom), que é comandada pelo ministro da Secretaria de Governo, o general Santos Cruz. Confira abaixo a campanha vetada pelo presidente.

Em outro front ideológico, Bolsonaro afirmou a jornalistas, em um café da manhã no Palácio do Planalto, que o Brasil “não pode ser o país do turismo gay”.

De acordo com a revista Crusoé, que participou do encontro, a declaração foi dada quando o presidente tentou justificar a decisão do Museu Americano de História Natural de Nova York de não sediar o evento no qual seria homenageado com o prêmio “Pessoa do Ano”, pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

“Eu recebo [a homenagem] na praia, numa praça pública. Não é o museu que está me homenageando. O que houve foi pressão do governo local que é Democrata e eu sou aliado Donald Trump”, disse Bolsonaro, em referência ao prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio.  

Bolsonaro disse que ganhou a imagem de homofóbico no exterior quando assumiu sua pauta conservadora. Em seguida, ele disse que a imagem não prejudica os investimentos no país e afirmou: “O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay. Temos famílias”. O presidente acrescentou que se alguém “quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”.

A declaração do presidente não poderia ter sido mais infeliz. Primeiro porque estimula uma aversão à população gay em um país que está entre os que mais mata homossexuais no mundo, conforme apontou uma reportagem da Rádio Senado, publicada em maio de 2018.

Segundo porque há décadas o Brasil luta para se livrar da imagem de paraíso do turismo sexual – algo que leva à exploração de mulheres e crianças.

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho em 2014, o Brasil é o principal destino sexual da América Latina. Já em relação ao mundo, o país fica em segundo lugar, atrás apenas da Tailândia. O levantamento foi feito na esteira da Copa de 2014, quando o governo tomou medidas para impedir que o evento elevasse o turismo sexual.

Na época, a imagem do país como destino sexual foi, inclusive, explorada pela marca Adidas, que foi alvo de repúdio do governo federal e da opinião pública brasileira por conta de duas camisas lançadas especialmente para a Copa no Brasil, que faziam alusão ao turismo sexual.

Uma das camisas estampava a frase “I love Brazil” (Eu amo o Brasil) na qual a palavra “Love” era representada por um coração em formato de um bumbum feminino. A outra camisa estampava uma mulher em frente ao Pão de Açúcar, com a frase: “Lookin’ to score in Brazil” (Buscando marcar gols no Brasil), na qual a expressão “score” é uma alusão a “pegar mulheres”.

A imagem do Brasil como destino sexual também foi observada em um levantamento da empresa Axur, divulgado em 2015, pelo jornal Globo, que mostrou que sites em diversas línguas relacionam o país ao turismo sexual e à pornografia.

Cortinas de fumaça

As ações de Bolsonaro refletem uma prática que vem sendo usual em sua gestão: criar polêmicas e cortinas de fumaça, enquanto problemas urgentes ficam sem solução.

É o que acontece na quixotesca luta do governo contra uma suposta doutrinação ideológica nas escolas. Como apontou um artigo do Opinião e Notícia, do jornalista Leandro Aguiar, enquanto se ocupa do tema, o governo deixa de lado problemas reais, como taxas de evasão escolar e analfabetismo funcional.

O desvio nas prioridades do governo também foi apontado pelo colunista Bruno Boghossian, da Folha de S.Paulo. “Bolsonaro patina diante do desafio de retomar o crescimento econômico e não consegue aprovar seus projetos no Congresso, mas prefere trabalhar como gerente de marketing, fiscal escolar e agente de viagens”, diz o jornalista (confira aqui o texto na íntegra).

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4 Opiniões

  1. Rafael disse:

    presidentezinho

  2. Daniel disse:

    Estão perseguindo o presidente.

  3. Rogerio Faria disse:

    Viramos a Cuba de Fulgêncio Batista, ou seja, um grande puteiro…

  4. Donna disse:

    AHH É, UM GRANDE PUTEIRO, ELE MANDOU VIR COMER AS CRIANCINHAS DO NORDESTE TB ? POIS É, LA JA É UM GRANDE PUTEIRO DE PROSTITUIÇÃO E PEDOFILIA APOIADO POR POLITICOS NO COMANDO DO PT, HA DÉCADAS …
    E NÃO FOI ELE Q DISSE PROS HOMENS ESTRANGEIROS DIZEREM QUE MULHERES BRASILEIRAS SÃO BURRAS E SÓ SABEM GANHAR DINHEIRO MOSTRANDO A BUNDA…
    AGORA VAI VIRAR PORQUE BOLSONARO DISSE… MAS QDO LULA NUNCA FEZ NADA PRA EVITAR O COMEDOURO DE MENINAS DE 8 A 11 ANOS NO NORDESTE, NOJEIRA DE PEDOFILIA, AHH LULA É O CARA,,,
    QUANDO O COMITÊ APROVOU AS OLIMPÍADAS EA COPA DE 2014 NO BRASIL, UM ARTISTA DE HOLLYWOOD DISSE: ELE DEVE TER ESCOLHIDO O BRASIL PORQUE ALGUMAS MULHERES BRASILEIRAS PELADAS DEVEM TER PASSADO A BUNDA NA CARA DOS CONSELHEIROS, E MUIOS OUTROS DE LÁ DISSERAM O MESMO, EU MORAVA LA NA ÉPOCA…
    NO MUNDO INTEIRO POR ONDE JA FUI, BASTA SABEREM Q SOU BRASILEIRA PROS HOMENS MUDAREM O COMPORTAMENTO CONOSCO, ACHAM QUE PODEM NOS COMER PORQUE SOMOS BURRAS E NEM PRECISA CONVERSAR PRA TRAÇAR…ALIAS ATE JA NOS DISSERAM, AS MAIS PUTAS E BURRAS SAO AS ESPANAS, AS BRASILEIRAS SÃO AS PENÚLTIMAS…
    E NA CHINA, NEGOCIANDO COM FORNECEDORES, A MS MAXINE DIZ, NOS DESCULPE POR TER PEDIDO ADIANTAMENTO DO VALOR DA MERCADORIA DOS CONTAINERS ADIANTADOS, MAS É QUE OS LATINOS AMERICA SÃO PILANTRAS E BOM DE BICO, COMPRAM E DÃO CALOTE,
    PRA CONHECER BOLSONARO, ASSISTI INÚMERAS ENTREVISTAS DELE, E ELE TEM VERGONHA DESSE PENSAMENTO SOBRE AS MULHERES BRASILEIRAS, E SEMPRE FOI CONTRA, TENHO CERTEZA QUE ELE DISSE IRONIZANDO, E VAI SE SABER COMO PERGUNTARAM, É SEMPRE ASSIM, FAZEM A PERGUNTA E INTERPRETAM DO JEITO Q QUEREM, NOJO DESSA GENTE DA MÍDIA SUJA, E DESSES POLÍTICOS, Q ACHAM Q AQUI SÓ TEM VIADO, PUTA E NEGROS, E AS FAMÍLIAS QUE TRABALHAM Q PRODUZEM NÃO APARECEM NINGUÉM AS DEFENDE, E SER HOMEM E BRANCO AQUI AQUI ENTÃO, TA LASCADO… MAS FALAR MAL DE BOLSONARO DA IBOPE PRA ESQUERDA… COMO ELE DISSE, ME CHAMEM DO QUISER, SÓ NÃO ME CHAMEM DE CORRUPTO … AGORA ESTÃO CRITICANDO O, PORQUE QDO OS POLITICOS VÃO ENCONTRAR COM ELE PRA PEDIR PROPINA OU CARGO PRA VOTAR NA PREVIDÊNCIA, ””’QUE É OBRIGAÇÃO DELES, JA GANHAM ABSURDOS DO POVO PRA ISSO, DAÍ ESTÃO CRITICANDO Q BOLSONARO NÃO SABE NEGOCIAR…. POIS QDO OS VAGABUNDOS CHEGAM PRA NEGOCIAR, A SALA TEM 15 MILITAR E ASSESSORES OLHANDO PRA CARA DO PARLAMENTAR Q FOI LA ACHANDO Q IA CAVAR VANTAGENS …

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