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EM ENTREVISTA À RECORD

Bolsonaro volta a atacar metodologia do IBGE

Colocado em contradição por sondagem sobre desemprego, Bolsonaro diz que índices do IBGE 'parecem ser feitos para enganar a população'

Bolsonaro volta a atacar metodologia do IBGE
Bolsonaro já havia criticado o IBGE em 2018, após ser eleito (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar a metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em entrevista à TV Record na última segunda-feira, 1, Bolsonaro criticou a metodologia utilizada pelo IBGE, afirmando que ela não reflete a realidade. Em 2018, já como presidente eleito, Bolsonaro já havia criticado a forma de pesquisa do instituto.

A crítica atual ganhou corpo porque na semana passada Bolsonaro usou as redes sociais para afirmar que o Brasil criou 211 mil novas vagas de trabalho, segundo dados do Ministério da Economia.

Porém, no último dia 29 de março, o IBGE divulgou uma pesquisa apontando que o desemprego cresceu no trimestre entre dezembro e fevereiro, totalizando 13,1 milhões de desempregados (12,4%).

“Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego, só quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não é tido como desempregado. […] Então, quando há uma pequena melhora na questão do emprego no Brasil, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população”, afirmou Bolsonaro.

No entanto, os números do IBGE demonstram que não houve um aumento relevante na busca por emprego. Segundo a pesquisa, o número ficou estável em relação ao trimestre anterior, totalizando 4,9 milhões de pessoas que estão desempregadas, mas não estão procurando emprego, seja por qual for o motivo. O número é um recorde na série histórica. De acordo com os dados do instituto, o aumento da taxa de desemprego não tem relação com as pessoas desalentadas.

Outro dado do IBGE que chama a atenção é o número de pessoas fora da força de trabalho, que alcançou o recorde de 65,7 milhões. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 0,9%. Em relação ao mesmo trimestre de 2017-2018, há um aumento de 1,2%.

Críticas antigas

Depois de já ter sido eleito presidente em 2018, Bolsonaro criticou a metodologia utilizada pelo IBGE para medir a taxa de desemprego. Na época, ele revelou que desejaria que a estratégia utilizada para medir a taxa de desemprego fosse alterada.

“Vou querer que a metodologia para dar o número de desempregados seja alterada no Brasil, porque isso daí é uma farsa. Quem, por exemplo, recebe Bolsa Família é tido como empregado. Quem não procura emprego há mais de um ano é tido como empregado. Quem recebe seguro-desemprego é tido como empregado. Nós temos que ter realmente uma taxa, não de desempregados, mas uma taxa de empregados no Brasil”, disse Bolsonaro na ocasião.

Em resposta, o IBGE divulgou um comunicado explicando como a medição era feita. Ademais, destacou que os beneficiários do Bolsa Família são “retratados especificamente por uma edição anual da PNAD Contínua”.

“Em 2017, este universo abrangia cerca de 9,5 milhões de domicílios do país. Os beneficiários que vivem nestes domicílios podem encontrar-se em diferentes condições, em relação ao mercado de trabalho: alguns deles podem estar desempregados, outros trabalhando apenas para consumo próprio, outros fora da força de trabalho e outros, ainda, desalentados”, afirmou a nota do IBGE.

Fontes:
O Globo-Em Israel, Bolsonaro volta a criticar metodologia do IBGE para medir desemprego

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2 Opiniões

  1. Almanakut Brasil disse:

    O último Censo teve vários problemas e contradições e serviu mais para aumentar as cadeiras nos legislativos das cidades.

    Nós, que já fomos recenseadores, nem recebemos visita.

  2. Luiz Santos disse:

    Almanakut Brasil, claro, pegue sua evidência anedóditica (que nem sabemos se é verdadeira) e transforme isso em verdade absoluta e jogue na lata do lixo as estatísticas do IBGE, que é um órgão respeitado no mundo todo e tido como referência em sua área de atuação! Viva a ignorância, não é a toa que está aí com essa imagem celebrando um regime que torturava crianças! Todo castigo para o Brasil ainda será pouco! Pense num povo ignorante e arrogante!!!

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