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RANKING DE COMPETITIVIDADE

Brasil cai 18 posições em ranking dos países mais competitivos

Problemas estruturais fazem o país ocupar a 75ª posição, a pior na série histórica do relatório

Brasil cai 18 posições em ranking dos países mais competitivos
Brasil foi mal avaliado por 197 executivos em nove dos 12 pilares que tornam uma nação competitiva (Foto: Foto: Chery do Brasil)

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O Brasil caiu 18 posições no ranking dos países mais competitivos. De acordo com o Relatório Global de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, o país caiu para a 75ª posição entre 140 nações, a sua pior marca na série histórica do relatório. O levantamento da edição 2015/2016 aponta que o aumento dos gastos do governo, a falta do ajuste fiscal, a crise política e a corrupção investigada pela Operação Lava Jato contribuíram para a queda. A melhor colocação do país havia sido em 2012, quando ocupou a 48ª posição no ranking.

A Suíça lidera o ranking pelo sétimo ano consecutivo. O país é apontado como líder em inovação, com excelente sistema de educação e mercado de trabalho eficiente. Logo atrás da Suíça, Cingapura, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Japão, Hong Kong e Finlândia aparecem nesta ordem como os dez mais bem avaliados.

Na atual posição, o Brasil aparece com a menor competitividade entre os Brics, grupo de nações emergentes integrado por Rússia (45ª posição no ranking), China (28ª), Índia (55ª) e África do Sul (49ª). Já em relação aos países da América Latina, o Brasil só está à frente de Argentina (106ª), Bolívia (117ª), Paraguai (118ª) e Venezuela (132ª). Mesmo sendo a sétima maior economia entre os 140 países do ranking, o Brasil perde em competitividade para países pequenos como o Uruguai (73ª posição) e o Chile (35º colocado).

Segundo Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral que coordena a pesquisa no Brasil, há fatores que começaram a se evidenciar desde o ano passado, como o baixo crescimento econômico e a crise política. Além disso, problemas estruturais de longa data já vêm sendo apontados nos últimos levantamentos, como o sistema tributário inadequado, a falta de um marco regulatório, má infraestrutura, baixa produtividade e educação de má qualidade, fatores que vêm rebaixando a posição do país.

O Brasil foi mal avaliado por 197 executivos do país em nove dos 12 pilares que tornam uma nação competitiva, como o ambiente econômico e institucional, a questão da saúde e da educação. O déficit no orçamento do governo prejudicou a avaliação sobre o equilíbrio fiscal, provocando uma queda de 32 posições, para a 117ª posição, no quesito ambiente macroeconômico.

Em relação à confiança nas instituições, onde as questões éticas das empresas foram avaliadas, o país caiu 27 posições, ocupando a 121ª colocação. Casos de corrupção, como a Operação Lava Jato, contribuíram na queda.

Na avaliação da educação do país houve a maior queda: 52 colocações perdidas no ranking, caindo para o 93º lugar. O índice aponta deficiências na disponibilidade e na qualidade das instituições que apoiem o desenvolvimento e o treinamento técnico e profissional, além da dificuldade de atrair e manter talentos.

A pesquisa também perguntou aos executivos quais as maiores barreiras para se fazer negócios no país. A grande quantidade de impostos foi apontada como o maior entrave, seguida por leis trabalhistas restritivas, corrupção, infraestrutura ineficiente e burocracia. Com baixo crescimento de sua produtividade, taxa de desemprego crescente e retração da economia prevista para este e para os próximos anos, o Brasil corre o risco de entrar num círculo vicioso.

Fontes:
O Globo - Brasil cai 18 posições em ranking de competitividade e fica em 75º lugar
Folha de S. Paulo - Brasil cai 18 posições em ranking de competitividade

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