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Ajustes econômicos

‘Brasil deve se preparar para uma série de medidas de austeridade’, diz FT

Jornal ‘Financial Times’ diz que o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, prepara um plano de austeridade para 2015

‘Brasil deve se preparar para uma série de medidas de austeridade’, diz FT
Joaquim Levy é conhecido no Congresso como 'mãos de tesoura' (Reprodução/Valor)

Uma reportagem publicada nesta quinta-feira, 4, no jornal britânico Financial Times fala sobre os planos da nova equipe econômica do governo para recuperar a economia do país.

O jornal diz que os brasileiros devem controlar os gastos neste Natal, pois o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vai por algumas “medidas de austeridade em prática”. “Conhecido no Congresso como ‘mãos de tesoura’, Levy está preparando um plano de austeridade para reequilibrar a maior economia da América Latina”, diz a reportagem.

De acordo coma reportagem, o grau de investimento do Brasil está em jogo, portanto, Levy vai suspender desde as reduções fiscais para compra de carros até benefícios sociais, como o seguro-desemprego.

A meta do plano é economizar pelo menos 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em entrevista ao ‘FT’, Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú-Unibanco, disse acreditar quer o plano de austeridade será dividido em duas partes. “Acho que metade consistirá em cortar gastos públicos do governo, e a outra metade em aumentar os impostos”.

Segundo o ‘FT’, o primeiro mandato de Dilma Rousseff foi bem sucedido em gerar empregos. Porém, a fórmula do governo, de aumentar os gastos públicos e controlar os preços, minou a confiança do investidor.

No entanto, a ida de Levy para a Fazenda acalmou os ânimos do setor financeiro. “Após anos de políticas equivocadas, a nomeação de Levy pode ser o ponto de virada para o Brasil”, disse Marcelo Carvalho, economista do banco BNP Paribas.

Fontes:
Financial Times-Brazilians brace themselves for austerity measures

2 Opiniões

  1. helo disse:

    Willians acertou, Dilma é autoritária e errática. Talvez Mantega fosse melhor não fosse a Dilma. Teremos mais do mesmo. Nicarágua, Cuba, Bolívia, Venezuela, Paraguai, Argentina, Panamá, Moçambique agradecem. O brasileiro, o BNDES, a Petrobrás, a Eletrobrás, a Educação, Saúde etc. pagam o preço.

  2. WILLIANS RODRIGUES GOMES disse:

    O Financial Times não deve ter conhecimento do aporte feito pelo governo, ao BNDES, no valor de R$ 30 bilhões.
    Este é o tipo de austeridade que será praticado ? Me parece mais do mesmo.
    “Quem quiser acreditar que Dilma realmente mudou é livre para tanto. Mas recomendo cautela. A decepção será diretamente proporcional ao otimismo de agora. Escorpiões não mudam. Picam a rã, mesmo que isso os afunde junto na travessia…” Frase dita por Rodrigo Constantino na qual concordo plenamente.

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