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Brasil e Índia na ‘pole position’ de um curioso índice

Nível das represas ameaça várias regiões e o país está dividido entre dois candidatos a presidente. Estes e outros ingredientes podem explicar a queda do país num ranking bastante curioso: o de líder mundial no quesito otimismo

Brasil e Índia na ‘pole position’ de um curioso índice
Brasil está na vice-liderança do otimismo em relação à economia, atrás somente da Índia (Reprodução/Internet)

O país aponta para uma inflação de 7,5% nos próximos doze meses. O nível das represas e reservatórios das hidrelétricas ameaça várias regiões com falta de água e luz. O preço da energia subiu duas vezes e meia a mais que o índice de inflação. Pindorama – como diria Elio Gaspari – está dividida entre dois candidatos a presidente. Estes e outros ingredientes podem explicar a queda do país num ranking bastante curioso: o de líder mundial no quesito otimismo.

Tal cenário talvez explique porque o sentimento marcado por sempre enxergar o copo meio cheio esteja mudando. Longe de significar uma derrota, o país pulou da pole position para a segunda posição. Especialistas – e podemos citar os da FGV como referência – acreditam que o ritmo de compras da nova classe média deve diminuir. No entanto, essa camada que representa 50% da população não deve – ou não quer – abandonar o padrão de consumo conquistado.

Pesquisa da Ipsos Public Affairs, feita em setembro em 24 países, mostra que 57% dos brasileiros acreditam que nos próximos seis meses a economia estará forte ou muito mais forte. Isso coloca o país na vice-liderança do otimismo em relação à economia, atrás somente da Índia (71%). Em 2010, o Brasil chegou a liderar esse ranking, com 79% de otimistas.

Tal sondagem ouve 18.041 pessoas e, pelo jeito, capta relevantes mudanças de humor dos entrevistados. Em 2013, por exemplo, pesquisa idêntica mostrava um ranking liderado pela Arábia Saudita (85%), Suécia (68%), Alemanha (67%), Canadá (66%) e China (65%).

Enquanto o otimismo foi maior em todo o mundo, o índice nos Estados Unidos oscila em torno dos 23%. Os campeões do mau humor são mesmo a Espanha (7%), Itália (7%), Japão (10%), Hungria (10%) e França (12%). Nestes, o copo está sempre meio vazio.

Só não se entende bem porque – e a pesquisa não explica – como países com desigualdade social tão gritante e problemas econômicos a resolver, como a Índia e o Brasil, confiem agora tanto em suas economias, em seus humores e em seus futuros.

1 Opinião

  1. Sandra disse:

    Deve ser o riso nervoso da hiena que come carne podre o tempo todo e vive a rir…Ou pode ser a alimentação, alguma coisa na água, sei lá, argentinos por exemplo, que consomem muita carne são muito deprimidos. Ou então, é porque são alienados mesmo, maior o grau de esclarecimento, conhecimento, maior será o grau de inquietação em relação ao futuro.

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