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agonia econômica

‘Brasil é um doente em estado terminal’, diz Financial Times

Jornal britânico afirma que a economia brasileira sofre de estresse extremo e diz que o sistema político do país apodreceu

‘Brasil é um doente em estado terminal’, diz Financial Times
O texto, no entanto, rebate a tese do impeachment de Dilma (Foto: Flickr/Justo Ruiz)

“Se o Brasil fosse paciente de um hospital, os médicos o classificariam como um doente terminal. Os rins não funcionam mais, e o coração vai parar em breve”. A afirmação consta em um artigo publicado no último domingo, 13, no Financial Times. Segundo o jornal, ela foi dita em condição de anonimato por um senador do PT que acompanhou a ascensão e a queda da economia brasileira ao longo dos 13 anos em que o partido está no poder.

“A economia do país está uma bagunça. O Brasil, em sua maior recessão desde a Grande Depressão, verá a economia encolher quase 3% este ano e 2% em 2016. As contas públicas estão em desordem: este mês, o governo, pela primeira vez desde o retorno da democracia, apresentou um orçamento com déficit primário para 2016”, diz o jornal.

Segundo o texto, essa é uma das razões para a decisão da agência de risco Standard and Poor’s (S&P) de tirar o grau de investimento do país, em outras palavras, o selo de bom pagador. Se mais uma agência de classificação de risco fizer o mesmo, muitos investidores estrangeiros abandonarão o país, o que tornará o cenário ainda pior. Para o FT, o Brasil sofre o princípio de um quadro de estresse extremo.

No entanto, segundo o jornal, o principal motivo para a decisão da S&P’s não foi a deterioração econômica, mas sim a crise política no país, que isolou a presidente Dilma Rousseff, a fez ser rejeitada por parlamentares do próprio partido e a tornou a presidente mais impopular da história do país. Para completar, o Congresso está mais preocupado em “salvar a própria pele do que combater a corrupção”. Com isso, o sistema político do país apodreceu completamente.

Apesar disso, o texto rebate a tese de impeachment, afirmando que impopularidade não é um motivo suficiente para a medida, pois “se fosse, Fernando Henrique Cardoso não teria terminado seu segundo mandato”.

“Não há qualquer evidência que prove que Dilma se beneficiou do esquema de corrupção da Petrobras. É verdade que ela pode sofrer impeachment por outros motivos, como a reprovação das contas, mas isso apenas resultaria na substituição de um político medíocre por outro. Na linha de sucessão, está o vice-presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha. Os dois últimos enfrentam acusações de corrupção”, diz o jornal.

Fontes:
Financial Times-Brazil’s terrible fall from economic grace

2 Opiniões

  1. Markut disse:

    Tirante o exagero, um país não pode ser comparado a um doente terminal.. Mas, não há dúvida que estamos atravessando uma grave crise , principalmente política, com uma total perda de credibilidade desse governo que aí está.
    A palavra deles não vale mais um tostão furado e fica cada vez mais nítido o objetivo gramsciano de preservação do poder ,,a qualquer custo.. O poste instalado pelo lulo petismo para ajudar a galgar o poder absolutista resolveu ter a sua luz própria, sem competência nem capacidade e o resultado só poderia ser o pior possível.
    O Brasil não fecha para balanço, mas as desastrosas consequências destes 12 anos serão pagas pela própria sociedade. É o inevitável preço de um arremedo de democracia, que supõe um eleitor minimamente esclarecido para ser capaz de distinguir o joio do trigo, ao escolher os seus representantes , impossível, quando a massa eleitora é predominantemente analfabeta funcional ,mantida no engodo e anestesiada.

  2. jayme endebo disse:

    Não há evidencias que Dilma se beneficiou? e a empresa fantasma que bancou a sua parte na campanha? e o seu tesoureiro está preso por que então? levou dinheiro para si ou para o partido? e se foi para o partido foi pro bolso de cada um ou financiou campanha? otário nós já somos agora burro não, por favor.

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