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Maconha medicinal

Brasil estuda legalização de derivado da maconha

País vai examinar a possibilidade de legalização do uso de canabidiol para tratar pessoas com convulsões graves

Brasil estuda legalização de derivado da maconha
Anvisa discute 'reclassificação' do canabidiol no mês que vem (Reprodução/ Brasil Post)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse em um comunicado publicado em seu site que a “reclassificação” do canabidiol (CBD), derivado da maconha, que até então é proibido no Brasil, será discutido a partir do próximo mês.

Algumas pessoas estão recorrendo a uma rede clandestina de plantadores de maconha ilegal, no Rio de Janeiro, que extraem o canabidiol e doam para quem precisa do derivado.

No início deste mês, o Conselho Federal de Medicina, que regulamenta a profissão médica no Brasil, autorizou neurologistas e psiquiatras a prescrever o canabidiol no tratamento de crianças e adolescentes com epilepsia que não respondem ao tratamento convencional.

A advogada Margarete Brito, diretora de uma associação que representa os usuários da maconha medicinal, elogiou a decisão do conselho, mas disse que ele deveria ter recomendado a produção nacional e o uso medicinal do canabidiol e outras substâncias à base de maconha.

Por outro lado, Nelson Nahon, o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, disse que não há pesquisa ou informações suficientes sobre o canabidiol no Brasil para garantir a sua segurança e eficácia.

“Nós devemos ter cuidado com qualquer produto novo para qualquer tipo de tratamento”, ele disse. “Para ser aprovado e comercializado, o medicamento precisa passar por diversas fases, testes in vitro e testes em animais. Depois, ele deve ser testado consentidamente em humanos.”

Fontes:
The New York Times- Brazil to Study Legalization of Medical Marijuana
Anvisa-Anvisa definirá situação do canabidiol em janeiro

1 Opinião

  1. Ludwig Von Drake disse:

    No passado a desculpa para usarem ópio é que ele era analgésico; agora o mesmo com a maconha. Esse povo “usuário” não vai sossegar enquanto não ver legalizada a erva.

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