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Brasil gasta 3% do total do PIB com pensões

Brasil, o 'país do futuro', gasta mais do que qualquer outro no passado

Brasil gasta 3% do total do PIB com pensões
O Brasil gasta mais de 3% do seu PIB em pensões; países mais ricos gastam apenas 1%

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O Brasil gasta mais de 3% do seu PIB em pensões. Entre os países considerados desenvolvidos, que integram a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a taxa é de apenas 1%. Na maior parte dos países, viúvas podem receber apenas uma fração do salário real do cônjuge falecido. Normalmente a metade do salário, que ainda depende de pré-condições como ter filhos ou estar próximo da aposentadoria.  No Brasil, parceiros de qualquer idade recebem quase toda a quantia ganha pelo cônjuge para o resto da vida, mesmo se o parceiro morto ainda não fosse aposentado.

E o problema não para. A geração nascida entre as décadas de 40 e 60 vai começar a se aposentar em breve. Com a melhoria da qualidade de vida, essas pessoas têm uma expectativa de viver mais do que os 76 anos (para homens) da média brasileira atual.

No Brasil, homens se aposentam aos 65 e mulheres aos 60. Todos os funcionários públicos antigos (há novas regras para os recém-contratados) recebem o valor total do salário, ou uma grande parte, desde que tenham contribuído por 15 anos. Com as mesmas idades, idosos que nunca contribuíram recebem uma aposentadoria igual ao salário mínimo. Trabalhadores rurais, pobres ou não, recebem o mesmo privilégio, cinco anos mais novos.  Na Grécia, onde o sistema de pensões foi um grande agravante da crise, a média de idade para se aposentar é 61 anos, enquanto no Brasil é de 54.

Má-gestão de recursos

Na educação, o Brasil gasta 5,6% do PIB. Isso é mais do que a média dos países da OCDE. Deveria ser o suficiente para fornecer uma boa educação, mas não é. Mesmo com grandes avanços nos anos 90, que foi colocar a maioria das crianças na escola,  a educação é ruim em comparação com os países da organização.

Parte do problema é que o orçamento é mal utilizado. Os governos da OCDE gastam cerca de 30% a mais em estudantes da graduação do que estudantes do ensino básico. O Brasil gasta cinco vezes mais.  Levando em consideração que alunos mais ricos, que fizeram a educação básica em escola particular, são mais propensos a passar no vestibular, o investimento maior nas universidades é como um desperdício, já que o retorno para o contribuinte seria maior se fosse a partir de uma educação decente para muitos e não para poucos.

Mas novamente, as pensões são parte do problema. Professores se aposentam cinco anos mais cedo do que outros profissionais. Isso tira profissionais experientes do mercado e gera muitas pensões, o que supostamente é uma das causas para o baixo salário dos professores, um dos menores do Brasil.

O governo federal planeja aumentar o gasto público em educação, dedicando 10% do PIB até 2020. Se isso acontecer, será um recorde mundial. Mas aumentar a quantidade de dinheiro não vai adiantar, se não for aliado com uma melhor qualificação de professores e outras mudanças.

O Rio estabeleceu um currículo de cada disciplina e começou a realizar testes padronizados em todo o estado  para todos os alunos duas vezes por ano. Sem mudanças deste tipo, mais dinheiro pode até piorar as coisas. “É como colocar mais água em um cano furado”, comenta o secretário de educação do Rio de Janeiro, Wilson Risolia. “Você acabou de receber mais vazamento, incluindo, provavelmente, mais corrupção”.

 

Fontes:
The Economist-Land of the setting sun

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6 Opiniões

  1. Ciro disse:

    Enquanto o patrono da pedagogia bananense for o ideólogo Paulo Freire não tem como melhorar. Podem colocar 30% do PIB que só teremos um rebanho melhor treinado em estereotipia pseudo-intelectual marxista.
    Quando Estela fala em colocar 10% do PIB para a educação tenham certeza que isso só beneficia eles.

    Assim, segue-se criando uma classe de comunistas não-convictos, mas funcionalmente comunistas.

    Sem contar o sindicalismo militante de esquerda dos professores…

  2. Carlos U. Pozzobon disse:

    É preciso destacar que o Brasil recolhe para a Previdência contribuições que os outros países não o fazem. Por exemplo, a contribuição patronal, o PIS-COFINS, e ainda indiretamente os 8% do Fundo de Garantia. Com tudo isso, oferece uma aposentadoria miserável para os trabalhadores da iniciativa privada, um verdadeiro apartheid social quando comparado com os funcionários públicos, e ainda mantém intacto privilégios humilhantes para filhas de juízes e militares. Como nosso modelo político está montado para parasitar o mesmo estado oligárquico, foi colocado na constituição dispositivos como irredutibilidade de benefícios e direitos adquiridos, que só valem para o entendimento jurídico de uma parte da sociedade, ficando a dos trabalhadores sujeita ao humor dos governantes, que dos 20 salários mínimos de aposentadoria, conseguiram reduzir para apenas 5 o teto máximo da previdência. E continua em crise. Mas afinal, se todos os setores estatais estão avassalados por falcatruas de todos as naturezas, por que a previdência haveria de estar funcionando corretamente?

  3. Boris disse:

    Olha, vejo muita preocupacao com o que os cidadoes recebem de aposentadoria, sem duvida temos que rever
    toda esta questao.
    Na minha opiniao o maior problema da aposentadoria esta no funcionalismo publico, incluindo e principalmente
    a aposentadoria dos politicos. Enquanto um cidaqdao comum tem que trablhar 30 anos e mesmo sendo em
    varias empresas, ainda assim somente com uma aposentadoria. Os politicos no entanto se34 aposentam cada 4
    anos , veja a filha do Sarnei, recebe perto de 50.000,00 por mes de aposentadoria e agora quer ser presidente
    provavelmente para acumular mais uma aposentadoria.
    Para resolvermos os problemas do Brasil temos que comecar revisando os salarios e os beneficios dos
    politicos, inclusive de saude. Os politicos deveriam ter os mesmos beneficios que qualquer outro cidadao.
    No caso da saude serem atendidos pelo SUS.

  4. Boris disse:

    E tem mais, este negocio de passar os comentarios pela moderacao, para mim parece mais uma forma de\
    fiscalizacao do pensamento.

  5. Mauricio Fernandez disse:

    Que grande maldade o conteúdo dessa publicação! Pobre dos aposentados que tem seus salários drasticamente reduzidos por força de cálculos que atendem ao roubo e a corrupção. Os únicos aposentados que conhecemos e dão um rombo nas contas públicas ficam por conta do legislativo, executivo e judiciário. Se, retornassem aos cofres públicos somente 10% do que vai para o ralo da corrupção a previdência seria uma maravilha.

  6. Helena disse:

    Coloca-se como se esse dinheiro saísse realmente do PIB, mas a arrecadação para a previdência pública é bruta! Não se falou em aposentadorias políticas, que são uma vergonha, e as aposentadorias percebidas pelas filhas de militares. Conheci pessoas que não casaram legalmente só para poder continuar recebendo, valores do tipo 7, 8 salários minímos!

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