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Safra 2012-2013

Brasil plantará mais transgênicos do que não-transgênicos

Cultivos geneticamente modificados devem ultrapassar os não transgênicos em área plantada na safra 2012-2013

Brasil plantará mais transgênicos do que não-transgênicos
Soja modificada (Fonte: Reprodução/Reuters)

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Dados do IBGE e da consultoria Céleres, especializada em agronegócio, mostram que os cultivos geneticamente modificados devem ultrapassar os não transgênicos em área plantada no Brasil na safra 2012-2013.

A Céleres calcula que o total da área plantada com transgênicos no país chega a 37,1 milhões de hectares neste ano — um aumento de 14% em relação ao ano anterior. O IBGE, por sua vez, prevê para este ano que toda a atividade agrícola no país ocupe 67,7 milhões de hectares.

Ao cruzar esses dois dados, conclui-se que os cultivos geneticamente modificados vão responder por 54,8% de toda área cultivada no Brasil na safra 2012-2013.

Grande crescimento

Ainda de acordo com a Céleres, as lavouras transgênicas ocuparam no ano passado 31,8 milhões de hectares. Segundo o IBGE, a safra agrícola total do país chegou a 63,7 milhões de hectares. Isso significa que as lavouras não transgênicas ainda ocupavam uma área plantada maior que as transgênicas.

Há apenas cinco anos, a produção total de transgênicos no Brasil era de apenas 1,2 milhão de hectares.

Fontes:
G1 - Pela 1ª vez, transgênicos ocupam mais da metade da área plantada no Brasil

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2 Opiniões

  1. Carlos U. Pozzobon disse:

    Essa tendência é irreversível. Vista com bom senso, se a cultura transgênica não produz efeitos nocivos à saúde humana, e tampouco ao meio ambiente, sua produtividade torna o cultivo inquestionável. Infelizmente na gênese desta revolução agrícola encontramos um fundamentalismo alicerçado em temores supersticiosos que fizeram ao Brasil o mesmo dano que sofre a Petrobras com seu nacionalismo torpe: uma diminuição de oferta de sementes nacionais pela Embrapa em detrimento das grandes corporações do agribusiness, tal como a importação de gasolina está forrando os bolsos das empresas que o novo marco regulatório do petróleo expulsou do país. É a sina de um povo carnavalesco quando na política o entreguismo aparece com a máscara do nacionalismo. E haja rebolado.

  2. André Luiz Duarte de Queiroz disse:

    Pozzobon,
    Seus comentários são sempre um primor. Mas devo alertar para um ponto: na verdade não sabemos se produtos transgênicos podem vir a ser nocivos para o homem ou para o meio ambiente a longo prazo. O risco considerado é de que a manipulação genética de uma espécie possa causar a produção de substâncias patogênicas no organismo transgênico — e, por enquanto, não há como saber sobre tais efeitos indesejáveis. Só na base da tentativa e erro.

    Claro que batata, milho e soja transgênicas não vão de repente se transformar em ‘seres mutantes radioativos’, mas é fato que sementes de culturas transgênicas como as produzidas pela Monsanto (que de ‘santa’ não tem nada!) são ‘programadas’ para gerar plantas que não produzem novas sementes!… A empresa produz assim seu mercado cativo de agricultores, que dependerão sempre de comprar sementes daquelas culturas somente daquela única Cia. do agrobusiness…

    Eu estudo muito a respeito do tema ‘agricultura’ e alimentação (mas não sou especialista), e tenho aprendido que isso está no cerne do futuro da Humanidade. Não só pelo aspecto da oferta de alimentos, mas também pela qualidade desse alimentos, que é a causa direta de “noventa e tanto por cento” das doenças, pois consumimos alimentos contaminados desde sua origem no campo, e isso afeta nossa saúde física e psíquica.

    Permita-me o amigo comentar também sobre o ‘nacionalismo torpe’ na Petrobras: não, não há tal coisa (eu conheço ‘de dentro’ o sistema Petrobras) — o que existe são os objetivos corporativos da Petrobras, Empresa de Energia,, mas que sofrem interferência dos interesses político-partidários da situação (imagino que tenha sido isso desde o início o que você desejou expressar ).

    Abraços!

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