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DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS

Brasil registra sucesso em luta contra a Aids

Números da doença no Brasil continuam em queda. Nos últimos quatro anos, número de óbitos caiu em 16,5%

Brasil registra sucesso em luta contra a Aids
De 1980 até junho de 2018, foram identificados 926.742 casos da doença no Brasil (Foto: Ministério da Saúde)

O Dia Mundial de Luta contra a Aids é celebrado neste sábado, 1. Nesta última semana, o Ministério da Saúde lançou uma nova campanha publicitária contra a doença, relembrando os 30 anos de combate ao HIV. E o Brasil tem motivos para comemorar.

O novo Boletim Epidemiológico, do Ministério da Saúde, demonstrou que, em 2018, houve uma redução de 16,5% em casos de óbito em decorrência do vírus em todo o país, passando de uma média de 5,7 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2014, para 4,8 mortes para cada 100 mil, em 2017.

De 1980 até junho de 2018, foram identificados 926.742 casos da doença no Brasil. Em 2017, cerca de 866 mil pessoas infectadas com o HIV viviam no país, sendo 559 mil homens e 307 mil mulheres. Desse total, estima-se que 731 mil pessoas foram diagnosticadas, com 75% estando em tratamento antirretroviral.

As campanhas de combate ao HIV também registraram sucesso no número de diagnósticos da doença. Em 2012, eram registrados, em média, 21,7 casos para cada 100 mil habitantes. Enquanto isso, em 2017, o número foi de 18,3% para cada 100 mil pessoas, uma redução de 15,7%.

A taxa de diagnósticos de HIV em bebês também caiu. Entre 2007 e 2017, houve uma queda de 43% dos casos, passando de 3,5 casos para cada 100 mil habitantes para 2,8 casos. Segundo o Ministério da Saúde, o sucesso na queda dos números se deve ao aumento de testes para o vírus na Rede Cegonha.

Com a nova campanha, chamada “30 Anos do Dia Mundial de Luta Contra a Aids – Uma Bandeira de Histórias e Conquistas”, o Ministério da Saúde objetiva continuar tendo sucesso no combate à doença. A Pasta resgatou a confecção de colchas de retalhos com mensagens de otimismo para quem convive com o vírus. Um grande mosaico, formado por essas colchas, feitas por milhares de pessoas, será estendido em um dos gramados da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Combate à Aids

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, em toda a sua rede, testes rápidos para a detecção do vírus. Apenas em 2018, foram distribuídos 12,5 milhões de unidades para testagem. Para 2019, além dos testes rápidos, o governo federal planeja distribuir 400 mil unidades dos chamados autotestes.

Segundo o Ministério da Saúde, o autoteste é aprovado e recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pois auxilia na rápida identificação do vírus HIV. O paciente coleta sua própria amostra, de sangue ou fluido oral, realiza o teste e verifica o resultado. Caso o resultado seja positivo – “reagente”, na linguagem técnica -, a pessoa deve buscar o serviço de saúde para ter um resultado definitivo, realizando novos exames.

Desde 2013, o governo federal também financia os medicamentos antirretrovirais nas unidades de saúde em todo o Brasil. Todos os pacientes soropositivos podem ter acesso aos medicamentos, independentemente da quantidade de HIV no corpo. De 2013 até setembro de 2018, cerca de 585 mil pessoas estavam em tratamento em todo o país.

O Ministério da Saúde quer diagnosticar todas as pessoas com HIV até 2020. Além disso, como principais metas, objetiva que 90% das pessoas diagnosticadas estejam em tratamento e 90% destes soropositivos tenham alcançado uma carga viral indetectável. Este patamar é alcançado quando ocorre a supressão viral ou a circulação do vírus no sangue é inferior a menos de 1 mil cópias/mL.

 

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