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Brasil suspende exportação de carne para a China

Após a confirmação de um caso atípico de vaca louca no Mato Grosso, o Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente a exportação da carne bovina ao país

Brasil suspende exportação de carne para a China
Ao homem, a doença é transmitida caso haja a ingestão de um alimento contaminado (Foto: Airman st Class Harry Brexel)

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O Ministério da Agricultura informou através de uma nota que suspendeu temporariamente a exportação de carne bovina para a China após a confirmação de um caso atípico encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como vaca louca, no estado do Mato Grosso.

O recente caso foi detectado em uma vaca de 17 anos. De acordo com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi realizado um abate de emergência e todos os produtos derivados do animal foram identificados e incinerados no próprio matadouro.

De acordo com o Mapa e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA/MT), foram iniciadas inspeções de campo e interdições dentro da propriedade onde a vaca infectava estava. Em paralelo, ações sanitárias para verificar o risco de existirem outros animais infectados também foram concluídas antes da emissão do relatório final realizado pelo laboratório da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Após a confirmação da ocorrência, na última sexta, 31, o Brasil oficialmente notificou à OIE e aos países importadores.

Com relação à importação de carnes para a China, o Mapa suspendeu a emissão de certificados sanitários até que o governo chinês conclua a avaliação dos dados. Essa medida é decorrente a protocolo bilateral, assinado em 2015. No documento, quando um possível caso de vaca louca é detectado, o acordo é suspendido temporariamente.

A vaca louca é uma doença degenerativa que afeta o gado bovino doméstico e é caracterizada clinicamente pelo nervosismo do animal, reação conturbada, dificuldade de locomoção, perda de peso, ranger dos dentes, entre outros sintomas. A doença surgiu em meados dos anos 1980, na Inglaterra, e é transmissível ao ser humano.

De acordo com a OIE, o Brasil não sofrerá com uma possível alteração da classificação de risco para a doença, continuando como um país de risco insignificante para a doença.

Prevenção da doença

Desde 1990, o Mapa tem adotado diversas medidas para prevenir a doença da vaca louca, visto que uma epidemia causa diversos prejuízos econômicos a produtores rurais.

Apesar de ser considerada bastante grave, a doença não é contagiosa entre os animais e ocorre através da ingestão de rações que contenham proteína ou gordura animal, principalmente farinha de ossos e carne contaminados com um príon infeccioso, ou seja, um acúmulo de proteína considerada anormal. Em 1996, o Mapa proibiu o uso da farina de ossos e carnes na alimentação desses animais.

A doença é transmitida ao ser humano de forma clássica, ou seja, caso haja a ingestão de um alimento contaminado, podendo ocasionar a Doença de Creutzfeldt-Jakob, enfermidade degenerativa e de evolução rápida que leva o paciente à morte.

No Brasil, as vigilâncias da doença são verificadas pela Coordenação-Geral de Doenças Transmissíveis, do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Ministério da Saúde.

Desde o ano de 2005, a doença integra a lista das Doenças de Notificação Compulsória, que torna obrigatória a notificação de um caso ou surto às autoridades de saúde.

Segundo dado do governo federal, em mais de 20 anos, o Brasil registrou apenas três casos atípicos e nenhum caso transmitido de forma clássica.

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