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Brasil, tempestade à vista

Os erros do primeiro governo Dilma prenunciam um segundo mandato tempestuoso

Brasil, tempestade à vista
Para fazer melhor neste segundo mandato, Dilma terá de desfazer muito do que fez no primeiro (Reprodução/Economist)

As perspectivas do Brasil para os próximos quatro anos são sombrias. A presidente Dilma tem pela frente uma assustadora lista de tarefas que inclui resgatar a Petrobras do fundo do poço, reparar os laços com os EUA, conter o desmatamento na Amazônia (ele está aumentando depois de uma década de declínio) e reverter a pior seca da história no Sudeste, região sob ameaça de racionamentos de água e energia. Mas é na economia onde se concentra a maior parte das nuvens negras.

As políticas que Dilma perseguiu em seu primeiro mandato se provaram desastrosas: a combinação de falta de controle macroeconômico e intromissão microeconômica minou a sua credibilidade. Para fazer melhor neste segundo mandato, Dilma terá de desfazer muito do que fez no primeiro. Ela começou bem, recrutando Joaquim Levy, um banqueiro sério, para substituir Guido Mantega na Fazenda, e Nelson Barbosa, um respeitado economista, para o Ministério do Planejamento, onde irá monitorar gastos públicos. Levy, em particular, tem um árduo caminho a trilhar para colocar a economia nos eixos novamente.

Levy ‘mãos de Tesoura’

Ele prometeu um superávit primário (antes do pagamento de juros) de 1,2% do PIB em 2015 e 2% em 2016, a fim de evitar que o Brasil perca o seu rating de crédito. Mas, sob Mantega, subsídios opacos e ineficientes inflaram. Além disso, metade de toda a despesa pública primária (incluindo as pensões) move-se em sintonia com o salário mínimo, previsto para aumentar em cerca de 2,5% em 2015. Isto significa que Levy precisará encontrar outros lugares para cortar gastos equivalentes 2,1% do PIB.

A tarefa de Levy deve tornar-se um pouco mais fácil em 2016, quando, graças à estagnação do PIB , os gastos ligados ao salário mínimo devem apenas seguir em ritmo com a inflação. Dilma, pelo contrário, enfrentará desafios ainda maiores no ano que vem. Esquerdistas do PT e seus simpatizantes em sindicatos e movimentos sociais desdenham de Levy, a quem chamam de “Mãos de Tesoura”. Aliados do partido no governo estão rebeldes. As medidas de austeridade devem prejudicar a popularidade da presidente.

O ideal é que Dilma deixe Levy usar sua tesoura, e que aproveite o escândalo na Petrobras para revitalizar as combalidas indústrias de petróleo e construção civil, abrindo-as à concorrência estrangeira e abandonando onerosas exigências de conteúdo e produção locais. Mas, tendo prometido aos brasileiros que apertar o cinto seria indolor, Dilma pode desistir ao primeiro sinal de desconforto. Mesmo se ela não o fizer, seu recém-descoberto apetite por reformas não deve vir acompanhado de uma vontade comparável para realizá-las.

Fontes:
The Economist - Rough Weather Ahead

2 Opiniões

  1. Honorio Tonial disse:

    No” Brasil, tempestade à vista” é curioso observar que os atuais mandatários do país se julgam imortais. Dizer que daqui a sessenta anos o atual bando de corruptores e corruptos terá partido para “as eternas estatais”’ onde não existe Supremo politizado e nem balcões de negócios.
    O Baú das boas obras será a moeda para adquirir os bens da espiritualidade nos Supermercados da verdade.
    Lá não haverá compras de votos, superfaturamentos e nem caixa 2.
    A natureza será respeitada e o salário mínimo obedecerá o estabelecido
    pela Constituição.
    O Brasil será dos Brasileiros.

  2. Revoltado disse:

    Ou seja, como todo mundo já sabe, estamos todos ferrados na mão dessa canalha petista. Somos um país de fracassados, e estamos condenados ao caos. PARABÉNS PETISTAS!!!
    Eu, estou indo embora desse país se Deus quiser, ainda este ano!!!
    Brasileiro é tão bonzinho!!! Somos os maiores!! Os maiores babacas do planeta!!!

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