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RELATÓRIO

Brasil vive êxodo de milionários desde 2017

Relatório coloca o Brasil em sétimo lugar na lista dos países que perderam cidadãos muito ricos em 2017, atrás da Rússia e da França

Brasil vive êxodo de milionários desde 2017
Documento aponta que a perda de milionários é invariavelmente um péssimo sinal (Foto: Pixabay)

O Brasil está entre os países que mais perderam milionários no ano passado. E a tendência continua. Cerca de duas mil pessoas com mais de US$ 1 milhão em aplicações deixaram o país. Segundo relatório divulgado pelo AfrAsia Bank Limited – instituição bancária das Ilhas Maurício –, o Brasil aparece em sétimo lugar na lista dos países que perderam seus cidadãos muito ricos em 2017, atrás da Rússia e da França.

O relatório da instituição bancária – com ativos da ordem de aproximadamente US$ 2,6 bilhões – alerta que a perda de milionários é invariavelmente “um péssimo sinal” e costuma revelar o diagnóstico de sérios problemas em um país. Os principais destinos dos milionários brasileiros foram Portugal, Estados Unidos e Espanha.

São Paulo encabeça a lista das capitais brasileiras

Ainda segundo o estudo, os mais de 150 mil milionários que deixaram seus países no ano passado apontam a insegurança, o estilo de vida e a busca por oportunidades financeiras – bem como a busca de melhor educação para os filhos e de um melhor sistema de saúde – como os principais motivos para o êxodo.

Entre as grandes cidades que perderam milionários estão a turca Istambul; Jacarta, na Indonésia; Lagos, na Nigéria; Londres; Moscou; Paris e São Paulo.

Brasil na lanterna do crescimento

Na contramão do êxodo, Portugal está entre os países que oferecem incentivos para atrair imigrantes ricos e instruídos. O chamado visto de residência gold, por exemplo, é dado a quem investe ao menos € 500 mil em imóveis no país. Os brasileiros já são a maior comunidade de estrangeiros residentes em Portugal. Oficialmente, são cerca de 80 mil pessoas. Diante da soma de US$ 1,07 bilhão em valores investidos em imóveis, entre 2015 e 2017, o Governo português já estuda a revisão destas regras para evitar impactos de ordem social e econômica.

No entanto, segundo a escritora Ana Silvia Scott, em seu livro “Portugueses”, boa parte dos brasileiros que vivem em Portugal não obedeceu exatamente a este padrão de renda ou escolaridade – fato que gerou o sentimento de repulsa dos portugueses em relação a eles.

A queda no crescimento econômico brasileiro é evidente. Salta aos olhos. Em levantamento feito pela agência de classificação de risco Austin Rating, com 47 países, o Brasil aparece na lanterna e, por incrível que pareça, ao lado do Japão. Com um avanço de 1% do PIB em relação ao segundo trimestre do ano passado, nosso país acabou atropelado por outro integrante dos Brics, a Índia, com 8,2% de crescimento para o mesmo período – encabeçando a lista.

Economias peruana e chilena disparam

Ainda no ranking da Austin Rating, a China cresceu 6,7%, seguida das Filipinas, com 6,0%, do Egito e do Peru (ambos com 5,4%) – o maior crescimento em nosso continente -, da Indonésia e do Chile (ambos com 5,3%), da Polônia e da Letônia (ambos com 5,1%). Em décimo lugar no ranking ficaram a Tailândia e a Hungria, com crescimento de 4,6%. Bem abaixo, com 2,9%, aparecem os Estados Unidos.

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4 Opiniões

  1. BS disse:

    O Brasil passa por uma fase muito difícil. Vejo muita gente sem esperança de melhora na economia e na segurança do país nos próximos anos.

  2. André Luiz.'. disse:

    Por isso que propostas de imposto sobre grandes fortunas e assemelhadas, vinculadas por alguns dos candidatos de esquerda, são inócuas! Se implantadas, só serviriam para estimular ainda mais a evasão fiscal ou a pura e simples expatriação de recursos…!

  3. jayme endebo disse:

    e vai piorar se PT voltar ao poder

  4. Flavio Ferreira Santoro disse:

    Interessante a proximidade no nível de crescimento entre Brasil e Japão. No entanto eu vejo a diferença no seguinte modo:
    Um deixa de somar 3 ternos de marca no seu armario, o outro deixa de colocar uma camiseta de malha nova na gaveta.
    Nâo veremos melhoria antes de 2020

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