Início » Opinião » Artigos » A cada 21 segundos nasce um brasileirinho
POPULAÇÃO

A cada 21 segundos nasce um brasileirinho

Queda da população - em breve - pode virar problema

A cada 21 segundos nasce um brasileirinho
IBGE alerta que estamos chegando ao topo do crescimento (Foto: Pixabay)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Graças a um complicado modelo de algoritmo – desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir de projeções dos recenseamentos feitos a cada dez anos no país -, é possível estimar em tempo real o nascimento de pessoas em território nacional e em cada um dos estados brasileiros. A ferramenta, batizada de popclock (o reloginho de população), permite o acompanhamento passo a passo do crescimento vegetativo e demonstra ainda como é impressionante o número de nascimentos em todo o planeta. Para o cálculo final, são consideradas variáveis óbvias como natalidade, mas também mortalidade, fecundidade e movimentos de migração.

Com 208.171.900 habitantes – pelo menos no momento em que esta matéria foi escrita –, o Brasil vê sua população aumentar a cada 21 segundos. São 4.114 nascimentos por dia. A cada mês, nasce uma multidão de 123.428 brasileiros. Estado mais populoso do país com 45.214.800 habitantes, São Paulo testemunha um nascimento a cada 1 minuto e 35 segundos. São 909 por dia – mais que a população de Serra da Saudade, município mineiro com 812 habitantes (a menor população do país). E por falar em Minas Gerais – segundo estado mais populoso, com pouco mais de 21.158.800 habitantes – ali nasce uma criança a cada 4 minutos e 28 segundos. São 322 a cada dia e 9.660 por mês – o equivalente à população de municípios mineiros como Paula Cândido, Riacho dos Machados, Antônio Dias ou Capim Branco, por exemplo.

No âmbito mundial, com uma população estimada de 7.430.300.000 pessoas, nascem cerca de 150 bebês a cada minuto. São 216 mil por dia – o que equivale à toda a população do município paulista de Presidente Prudente ou das fluminenses Macaé ou Cabo Frio.

O que fazer com os números

Os dados são muitos e seria possível impressionar o leitor a cada instante com números surpreendentes. Com a população brasileira crescendo quase à razão de dois milhões de habitantes por ano, é preciso tirar algo de prático destas informações e criar soluções no âmbito da saúde, do emprego, da educação e, também, no campo da alimentação infantil. Embora a população esteja aumentando na quase totalidade dos municípios brasileiros, o IBGE alerta que estamos chegando ao topo do crescimento e apontaremos em breve para uma tendência de queda no crescimento vegetativo – um novo desafio para as cidades.

Analista do instituto, Jeferson Mariano teme que uma das consequências para esta redução seja a interferência na força de trabalho. “A região sul tem uma dimensão maior de seus municípios diminuindo. Situação real em 24% das cidades do interior do Brasil. Assim, o número de aposentados também será maior”. Ainda segundo ele, serão mais trabalhadores fora da força de trabalho.

A alimentação infantil é outro problema a enfrentar. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), somente 38,6% dos recém-nascidos brasileiros estão recebendo o leite materno até os cinco meses de vida. Nota técnica da entidade – ao pesquisar 194 países – aponta que estamos à frente da Argentina (com 33%) e atrás da Bolívia (com 64%) e que somente 23 países cumprem as metas mínimas de amamentação (uma taxa de 60%). A despeito da implantação de melhorias e incentivo do aleitamento materno em comunidades, o investimento brasileiro ainda é precário. A entidade estima que se fossem investidos US$ 4,70 por bebê, a taxa global de amamentação exclusiva subiria para 50% até 2025 – prevenindo doenças como diarreia e pneumonia, com significativo índice de letalidade.

Dados e números podem ser interessantes – e até divertidos – para o grande público, mas devem servir de importante ferramenta de trabalho para os diferentes níveis e segmentos de governo.

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

2 Opiniões

  1. Laércio disse:

    Na verdade não existe razão para pânico! No Brasil há condições extremamente favoráveis para suportar o triplo da população sem deixar de subsidiar, é muito bem, aqueles que forem para a inatividade. Nosso problema se chama política e empresários que acumulam riquezas de forma injusta…
    A injustiça se dá de diversas formas, a população sempre foi enganada pela indústria que praticou o ato enganatorio com aval político, por exemplo, a ingestão de carboidratos e açúcares estimulada pela mídia está vitimando nosso povo que desenvolve diversos tipos de doença; o governo arrecada tanto da indústria que “mata” quanto do médico que “remedia”… Este é um exemplo dentre milhares que fazem perpetuar o caos que não existe! Estamos pagando pela luxúria de políticos e empresários! Se as coisas estivessem socialmente corretas não haveriam déficits a serem comentados.

  2. Vagner André Dos Santos disse:

    Um mercado gigantesco para produtos infantis

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *