Início » Brasil » Cadeia de luxo
COLUNA ESPLANADA

Cadeia de luxo

Juiz federal Ricardo Leite fala sobre dificuldades de monitorar o doleiro Lúcio Funaro

Cadeia de luxo
Funaro cumpre prisão em sua mansão monitorada por câmeras (Fonte: Reprodução/Estadão)

O juiz federal Ricardo Leite, da 10ª vara, em Brasília, encaminhou ofício à Polícia Federal e ao Fórum de Vargem Grande do Sul (SP) com pedido de informações sobre a prisão domiciliar do doleiro Lúcio Funaro — operador financeiro de esquemas de corrupção do PMDB. No despacho obtido pela Coluna, Ricardo Leite fala sobre dificuldades de monitorar o doleiro — que cumpre prisão em sua mansão monitorada por câmeras. “Haja vista o reduzido quadro de servidores disponíveis e a inexistência nesta Unidade de sala com monitores que operem diuturnamente e em número suficiente, bem como a ausência de corpo de segurança que avalie a adequação das câmeras”, aponta o juiz.

Big Brother

Ricardo Leite também constata que as câmeras “não abrangem a totalidade da área ocupada pela propriedade” e determina: a defesa de Funaro “deve entregar um mapa de cobertura das câmeras e as gravações colhidas entre os dias 20 e 31 de dezembro”.

Carta precatória

Além disso, complementa o juiz Ricardo Leite, até o momento, a carta precatória que possibilitaria que o juízo de Vargem Grande do Sul fiscalizasse o doleiro presencialmente — seja por meio de oficial da justiça, seja por meio da polícia — não foi emitida por causa do recesso do Judiciário.

Previdência

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) fará ato contra a reforma da Previdência e pela valorização da magistratura na Câmara dos Deputados no dia 1º de fevereiro. O presidente da entidade, Roberto Veloso, afirma que está em marcha no Congresso um “processo de retaliação contra os juízes federais e servidores públicos”.

Lixões

Em vigor desde 2014, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos não saiu do papel. A principal meta do chamado PNRS — de eliminação dos lixões e aterros controlados no país — não foi cumprida nos últimos três anos pelo governo federal.

Baixa efetividade

Auditoria feita pelo Ministério da Transparência apontou várias falhas na execução do Plano, como ausência de clareza no papel do Ministério das Cidades na implementação da Política e “baixa efetividade nas capacitações” realizadas pelo Ministério do Meio Ambiente, além de deficiências do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR).

Gota d’água

O deputado Major Olímpio (SP) está de saída do Solidariedade. A “gota d´água” foi, segundo ele, o apoio do presidente da legenda, Paulinho da Força, ao manifesto em defesa do ex-presidente Lula.

Se lixa

Deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), que disse “se lixar” para opinião pública, voltou a ser sondado pela bancada do partido na Câmara para assumir o comando do Ministério do Trabalho. A movimentação dos parlamentares, no entanto, foi estancada pelo presidente da legenda, Roberto Jefferson, que ainda aposta na posse da filha, Cristiane Brasil (RJ).

Veto

Prefeitos querem derrubar o veto do presidente Michel Temer ao programa de parcelamento de débitos para pequenas e médias empresas. Em encontro com o presidente do Sebrae, Guilherme Afif, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Carlos Amastha, disse que “o atual cenário econômico exige atenção especial para os pequenos empresários”.

Frente

O vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, senador José Pimentel (PT-CE), também se reúne com Afif amanhã para discutir o veto de Temer. O petista afirma que a “derrubada (do veto) é essencial para evitar que 600 mil micro e pequenas empresas sejam excluídas do Simples, o que implicaria, no mínimo, em dois milhões de empregos a menos”.

Tributária

Relator da reforma Tributária na Câmara, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) diz esperar que a proposta seja aprovada ainda no primeiro semestre.

Fundos

O tucano adianta que, para diminuir a resistência de governadores e prefeitos que não querem ter a arrecadação reduzida, serão criados “fundos que vão repartir a arrecadação dos tributos de modo que ninguém perca”.

Plataforma

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) assinou termo de adesão ao Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, plataforma digital que reunirá os dados de toda a população carcerária brasileira. Sergipe é o sexto estado a aderir ao BNMP 2.0.

Ponto Final

“Por ser ano eleitoral, a gente tem que conseguir aproximar as mulheres da política”.
Da deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO)

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

4 Opiniões

  1. Moura disse:

    “Reforma da Previdência”
    Um funcionário público que contribui com cerca de 11% do salário a cada mês, consolida em um ano, recolhimento da ordem de 1,43 vezes o salário base (índice calculado sobre 13 salários anuais), sem levar em conta a inflação. Em 35 anos de trabalho (se não aposentar antes…) este funcionário vai acumular cerca de 50 salários.
    Não é necessário ser gênio em matemática para verificar que se este cidadão aposentar com o salário da ativa, o recolhimento feito ao longo dos 35 anos cobre somente 4 anos e dois meses de aposentadoria (desconsiderando inflação e a correção do recolhimento feito ao longo do período). Admitindo que este cidadão tenha uma sobrevida de 20 anos (após aposentado), não é difícil entender que os contribuintes vão pagar a aposentadoria dele (sobre o salário de um equivalente na ativa – caso típico do Judiciário) durante os 15 anos e 10 meses subsequentes…

    Por esta e outras diversas razões é que a “Reforma da Previdencia” tem que ser aprovada urgentemente. Chega de tantos privilégios para a os funcionários públicos e burocratas de alta plumagem (a “Privilegiatura” do nosso país – herança da nobreza no período da Monarquia). É inadmissível a aposentadoria paga (com dinheiro suado dos contribuintes) a juízes, desembargadores e burocratas do serviço público, em comparação com os “celetistas”.

  2. Beraldo disse:

    Faço meu o último parágrafo da opinião de “Moura”.

    Mas é praticamente impossível, que os sanguessugas larguem as tetas do dinheiro dos trabalhadores celetistas.

    Quando a “vaca for pro brejo” e o povo for maciçamente pras ruas, pode ser que os privilégios diminuam. Acabarem, jamais.

    E tem gente achando que o Temer fala sério, quando se refere ao fim dos privilégios dos que trabalham pouco, se aposentam cedo e ganham muito. Hipócrita, ele será nos bastidores, o maestro dos arranjos dos congressistas, para jogara carga da reforma em cima dos celetistas.

    Triste realidade.

  3. Natanael Ferraz disse:

    Os políticos tentam transferir para os servidores de carreira a culpa pela má-gestão da previdência com esse discurso de “privilegiados”.
    Fiquem atentos à esse raciocínio raso que calcula mês-à-mês os recolhimentos para a previdência sem levar em conta o ganho em capacitação técnica e profissional em todas as áreas da administração pública.
    Se não fossem os servidores públicos, o Brasil seria a África. Duvidam?

  4. Moura disse:

    Um fato (recolhimento mensal para aposentadoria) não tem nada a ver com o outro (ganho de capacitação técnica e profissional)…
    Na iniciativa privada o funcionário que não se capacitar (e não se atualizar na função) perde o emprego rapidinho. Bem diferente do servidor publico com estabilidade de emprego… Este se aposenta com o salário da ativa (caso típico do Judiciário), de forma privilegiada em relação ao celetista cujo teto de aposentadoria é limitado…
    Os privilégios da nobreza na época da monarquia foram mantidos para os funcionários públicos de alta plumagem. Isto é uma realidade e lembra as ditaduras da África (muito apoiadas pelos governos populistas do nosso país)…

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *