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Coluna Esplanada

Caixa fácil

Governo do Piauí espera entregar para o governo federal centenas de hectares de terras para a reforma agrária; valor a ser negociado pode chegar a R$ 350 milhões

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Valor é suficiente para aliviar a pressão do caixa na administração Wellington Dias (Fonte: Reprodução/Moreira Mariz/Agência Senado)

O governo do Piauí espera entregar para o governo federal centenas de hectares de terras para a reforma agrária. O valor a ser negociado pode chegar a R$ 350 milhões, suficientes para aliviar a pressão do caixa na administração Wellington Dias (PT). O negócio só não é bom para a reforma agrária e para os agricultores sem-terra. É que as áreas negociadas já fazem parte de assentamentos consolidados pelo Interpi, órgão estadual similar ao Incra.

Pedra no caminho

A compra só não foi consolidada por conta da greve dos servidores do Instituto de Reforma Agrária (Incra), subordinado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Prazo

Sem os editais, o MDA não pode efetuar o pagamento. O governador já fez apelo para que os servidores concluam a burocracia. Assim, poderia contar com o dinheiro ainda em setembro.

Outro assunto

Juiz federal Sérgio Moro estará hoje no Senado. A presença não envolve questões da Lava Jato, mas a reforma do Código de Processo Penal. Outros 16 convidados são esperados na audiência pública.

Sofrimento adiado

O depoimento-bomba do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, foi adiado na CPI da Petrobras. O delator do Petrolão falaria nesta quarta, mas o pedido para a transferência do preso da Lava Jato não foi protocolado a tempo na Justiça Federal em Curitiba.

Mais gastos

Os encargos sociais e de pessoal da União subiram 7% se comparado o Orçamento do ano passado com o apresentado em 2015. Até este mês, já foram pagos R$ 149,9 bilhões.

Ainda maior

Os juros e encargos da dívida também tiveram elevação. O valor pago até este mês é 38,3% maior que o valor pago no mesmo período do ano passado.

Nada de corte

A torneira também está aberta na rubrica “despesas correntes”. Até este mês, foi 6% maior que em 2014. O governo federal já pagou o equivalente a meio bilhão de reais.

Eleições no Judiciário

A ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Helena Mallmann, defende eleições diretas para todos as direções dos tribunais. Faz coro às entidades de classe que defendem essa ideia antes mesmo da Constituição de 1988. “Não só a eleição, mas a administração compartilhada dos tribunais”.

Paradigma

Jaime Martins Oliveira Neto, que preside a Associação Paulista de Magistrados, acredita que ao romper com o modelo atual, a eleição vai combater a morosidade judicial. Só em São Paulo, são 20 milhões de processo na Primeira Instância. A eleição dos órgãos diretivos está previsto na PEC 187/2012.

Chamada

Militares das Forças Armadas que participaram ontem da solenidade dos 70 anos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) criticaram a ausência do ministro da Defesa, Jaques Wagner.

Poder absoluto

O ambiente na solenidade na Câmara refletia o desapontamento que tomou conta da caserna após o sete de setembro. A presidente Dilma Rousseff tirou a prerrogativa dos comandantes das Forças na movimentação de pessoal e transferiu, por decreto, todo o poder ao ministro.

Medo

Pesquisa do DataSenado informa que 13 milhões de mulheres já sofreram algum tipo de violência, maioria provocada pelo marido ou companheiro. Mas caiu o número de ocorrências, depois que as mulheres foram impedidas de retirar as queixas nas delegacias por conta da nova legislação.

Ponto Final

“É uma coisa para a gente pensar”.
Do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em Paris, sugerindo um aumento do Imposto de Renda.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

2 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Sobre as eleições no judiciário, é difícil convencer os “defensores” da democracia, que eleições livres e diretas não são a panaceia para os nossos males, pois como ensinou Aristóteles, “quantidade não é critério de verdade”.

  2. Ludwig Von Drake disse:

    Quando lutava contra as Forças Armadas pelo lado de fora, Jaques Wagner respondia pelo codinome “Ary”. Os militares que não reclamem, porque outro guerrilheiro, o “Geraldo” – José Genoíno – , esteve melhor cotado para ser Ministro da Defesa, isso antes de ir parar na “papuda”. Agora o companheiro Ary luta contra as FFAA pelo lado de dentro.

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