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Reforma Política

Câmara aprova doações de empresas privadas para partidos

A proposta já havia sido votada e rejeitada na terça-feira, mas voltou a ser votada e aprovada na quarta

Câmara aprova doações de empresas privadas para partidos
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, defende as doações empresariais (Reprodução/Internet)

A Câmara aprovou nesta quarta-feira, 27, a proposta que inclui na Constituição Federal a doação empresarial de campanhas. A emenda, de autoria do PRB, ainda terá que ser votada em segundo turno. No primeiro, 330 deputados votaram a favor e 141 contra. O texto aprovado permite que as empresas doem apenas para os partidos, com a chamada doação oculta. Dessa forma, não será possível saber que empresa financia a eleição de cada candidato porque o partido que ficará responsável pelo repasse das doações para os candidatos.

Os discursos no plenário antes da votação foram acalorados, com bate-bocas e acusações. A emenda aprovada tem como objetivo constitucionalizar a doação privada. Hoje, apesar da lei já permitir isso, existe um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona a sua constitucionalidade.

Na madrugada de terça-feira, a proposta já tinha sido votada e rejeitada. O PT criticou a manobra para retomar a votação da doação empresarial em plenário. O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) disse que o partido não reconhece a legitimidade dessa votação. “O financiamento empresarial foi derrotado. Não pode ficar votando até que se obtenha o resultado que se quer”, completou.

Reforçando o discurso de Molon, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) lembrou a Operação Lava-Jato como exemplo da participação de empresas privadas em escândalos de corrupção. “Quem votar a favor disso estará colocando sua digital na doação de empresas para partidos. A sociedade condena a doação de empresas”, criticou. Delgado também apontou que a emenda dá um poder maior aos líderes dos partidos, que poderão decidir como distribuir as doações. “Quem não tem controle da máquina partidária vai ficar sem dinheiro para a campanha”.

Já o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) defendeu a emenda afirmando que a corrupção não existe por causa do financiamento privado do sistema, e sim, por causa da desonestidade de alguns políticos. “A votação apenas permite que cada partido escolha a maneira que pretende financiar o seu processo eleitoral”, defendeu o deputado Ricardo Barros (PP-PR), que também é a favor da doação empresarial.

Fontes:
O Globo-Após derrota, Cunha diz que Câmara não quer reforma política

1 Opinião

  1. Doug disse:

    O mais importante faltou, onde esta a lista de quem votou a favor desta ocultação?! at

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